A instalação do Batalhão de Fronteira, em Marechal Cândido Rondon, vai auxiliar na fiscalização ao tráfico, ao crime e as demais ações do crime organizado comuns em regiões de fronteira, que acontecem não só aqui, mas em todos os países. A avaliação é do prefeito de Toledo, José Carlos Schiavinato, que participou nesta terça-feira, 26, na sala de reuniões do gabinete de uma explanação feita às autoridades locais sobre a implantação da unidade. Ele manifestou a sua satisfação com o governo do estado, dando prioridade na implantação deste serviço, que vai contribuir para aumentar a segurança na região. Schiavinato também destacou que a escolha do município de Marechal Cândido Rondon como sede do Batalhão leva em conta dados técnicos e está estrategicamente posicionada, entre os municípios que irá atender, facilitando o trabalho da Polícia Militar e demais forças de segurança.
O comandante da nova unidade, major Erich Osternack, fez na oportunidade uma explanação sobre o funcionamento do órgão a representantes do Executivo, Legislativo, Judiciário, Ministério Público, 20ª Subdivisão Policial, Conselho de Segurança, Associação Comercial e Empresarial de Toledo e imprensa local e regional, sobre o funcionamento da unidade, que será instalada oficialmente no dia 25 de julho, no aniversário de Marechal Cândido Rondon.
Para o funcionamento da unidade, que deverá fazer a segurança na fronteira, numa extensão de 150 quilômetros, 139 municípios e uma população estimada de 2,3 milhões de habitantes, segundo estimativa do Censo de 2010, está sendo adequada uma estrutura na sede do município de Marechal Cândido Rondon. A estrutura física está praticamente pronta e agora estão sendo feitos investimentos em informática e rede de comunicação, além da compra de veículos, equipamentos, entre outros materiais. O estado recebeu R$ 5 milhões em 2011 e receberá outros R$ 20 milhões em 2012 do governo federal para auxiliar na compra de materiais e veículos, capazes de dar à Polícia Militar condições de enfrentar o crime, destacou o major. De 2011, os recursos foram liberados, enquanto os demais deste ano ainda estão tramitando. Ele garantiu, no entanto, que o Batalhão terá a estrutura necessária para combater o contrabando de cigarros, drogas e armas na região da fronteira, entre outros crimes, através de um trabalho conjunto entre as polícias militar, civil e científica.
Inicialmente, a unidade contará com 120 homens, mas ele informou que o efetivo deverá ultrapassar a 500 policiais, quando plenamente estruturado. A estrutura incluirá apoio terrestre, hídrico, principalmente na região do lago de Itaipu, e também aéreo, fundamental para dar apoio às ações em terra. Ele destacou também que o Batalhão de Fronteira deverá fazer um trabalho forte de inteligência para obter melhores resultados e utilizar as últimas tecnologias na área de comunicação, com rádio digital e canal interligado com todas as forças policiais para operações conjuntas. Para o major, a implantação do Batalhão de Fronteira deverá representar um divisor de águas na segurança pública e no combate ao crime na região.
Representando o Judiciário, a juíza Luciana Amaral Beal, ressaltou a importância do trabalho, que deverá contribuir para reduzir os crimes na região, e da necessidade de também investir na polícia científica, para evitar que todo o esforço das polícias militar e civil seja posto a perder por conta da falta de provas. Já o promotor Giovani Ferri, do Ministério Público, manifestou a sua preocupação com relação ao efetivo. Ele quis saber se o efetivo será de acordo com as necessidades do Batalhão para atender as suas necessidades. Demais presentes também fizeram considerações sobre a importância do trabalho e colocaram-se à disposição para auxiliar na segurança pública da região, integrando forças.
Após a reunião foi feita uma visita às instalações do futuro Laboratório de Latentes, ao lado do Instituto de Identificação, que será implantado em Toledo. Com o apoio da sociedade, o Conselho de Segurança construiu uma estrutura, que foi oficialmente entregue ao estado, para o funcionamento da unidade no município, auxiliando na investigação de crimes no município e região. Caberá agora ao estado contratar os funcionários e equipar a estrutura para por em funcionamento a unidade.


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