suzi.lira 12 de julho de 2018 at 11:10h

Emdur continua testando nova tecnologia e inicia asfaltamento de estrada rural

Há exatos dois meses, a Empresa Municipal de Desenvolvimento Rural e Urbano de Toledo (EMDUR) realizou a aplicação de uma nova tecnologia para compactação de solo no projeto de pavimentação de estradas rurais. O CBR Plus foi aplicado na OT - 327, Estrada Félix Bordignon, que liga a BR 163 até a estrada que vai a Novo Sobradinho. Passado o primeiro período de avaliação, nesta quarta-feira (11) teve início o processo de pavimentação da via. São 850 metros lineares de asfalto nesse trecho.

 

Essa tecnologia promete revolucionar a compactação de solo tornando desnecessária a aplicação da base de pedra brita graduada, proporcionando inúmeros ganhos administrativos e ambientais. De acordo com o Superintendente da EMDUR, Rodrigo Sales, ainda é prematuro avaliar em definitivo se o produto será realmente adotado para os projetos do município.

 

“Está ficando muito bom o serviço. Mas somente depois que liberar o tráfego é que vamos fazer a análise final. Após concluir a pavimentação vamos fazer o monitoramento do trecho. Esses dois meses foi o tempo de cura do produto. Em alguns locais onde pesquisamos ele trabalha sozinho, sem a necessidade do revestimento asfáltico. Pra saber se a base ficaria estável mesmo com a ação da chuva e do sol aguardamos esse tempo para então podermos aplicar o asfalto sem a necessidade da brita graduada”, explicou Sales.

 

Economia

A princípio, a economia financeira proporcionada com a nova tecnologia foi de aproximadamente 10% no custo do produto em relação ao custo da pedra. “Mas também existe a economia do transporte e o ganho ambiental. Sem contar, que essas máquinas que estariam transportando as pedras para a compactação de solo, [caso seja utilizado apenas o produto] quando não estão transportando a pedra brita podem ser utilizadas em outras frentes de trabalho. Também não geramos o passivo ambiental que a extração de uma rocha traz. Com esse método elimina-se esse passivo”, afirmou o Superintendente da Emdur.

 

Segundo ele, a aplicação da manta asfáltica deve ser concluída ainda essa semana. Em seguida, será liberado o tráfego de veículos e somente após um período de seis meses a tecnologia poderá ser avaliada com precisão. “Esse trabalho é pra trazer dados para pensarmos, inclusive, na utilização do produto com outras características de projeto. Seja como base ou como produto final”, concluiu Rodrigo Sales.