comunicacao.fabio 09 de fevereiro de 2018 at 11:10h

Hospital Regional: Prefeitura de Toledo apresenta Ebserh como gestora

Após a realização de uma força-tarefa política e diversas tratativas junto aos Governos Federal e do Estado, a Prefeitura de Toledo apresentou na noite de quinta-feira (8), durante reunião pública, que a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) como gestora do Hospital Regional de Toledo. O anúncio oficial será feito em março após a assinatura do protocolo de intenções entre a Prefeitura, Secretaria Estadual da Saúde (Sesa), Ministério da Saúde, Universidade Federal do Paraná (UFPR) e Ebserh. Entretanto, até lá, a proposta é uma gestão municipal temporária. Autoridades locais e regionais e comunidade acompanharam a apresentação no auditório da Prefeitura.

Conforme a explicação do secretário de saúde, Thiago Stefanello, após um consenso entre as entidades envolvidas à opção escolhida foi a EBSERH por meio de convênio com a UFPR que receberá a cessão de uso do prédio e dos equipamentos. “O custeio será principalmente do Ministério da Educação/MEC, mas também haverá participação do Ministério da Saúde, da Secretaria de Estado da Saúde e do Município de Toledo”.

Ele enfatizou que o município tomou uma decisão importante, isto porque enquanto ocorrem as tratativas legais haverá uma gestão municipal temporária e programada na modalidade de convênio conforme as Portarias do Ministério da Saúde. “Preocupados com a assistência da população, e para evitar maiores prejuízos com a obra e equipamentos parados, a Prefeitura propõe uma abertura parcial e temporária através de um convênio com a Hoesp até o prazo de entrada da EBSERH. Essa abertura se dará com 24 leitos de internamentos clínicos, 6 leitos de internamentos em saúde mental, 4 consultórios para consultas de especialidades médicas e centro de diagnóstico por imagem”, explica.

Em seguida, com a gestão da EBSERH, o Hospital terá abertura completa dos 60 leitos de internamentos clínicos, cirúrgicos e de saúde mental, do Pronto-Socorro, dos 10 leitos de UTI e do Centro Cirúrgico.

CUSTO

A manutenção da HR será custeada pela União, Estado e Municípios. O custeio previsto para essa fase fica em torno de R$ 1 milhão. Thiago Stefanello comenta que serão cerca de 80 profissionais de saúde e que já se iniciou essa discussão com os gestores dos outros municípios que serão atendidos para haver uma divisão das despesas. Presente na reunião, o diretor técnico do Consórcio Intermunicipal da Rede de Urgência e Emergência dos Municípios do Oeste do Paraná (Consamu), Rodrigo Nicácio, explanou sobre a necessidade urgente da abertura do Hospital, uma vez que a UPA e o Mini Hospital acabam atendendo uma demanda que não é de sua responsabilidade.

APOIO POLÍTICO

O deputado estadual José Carlos Schiavinato fez um relato de quando iniciaram as tratativas no ano de 2011 para a construção do Hospital e da força-tarefa para a viabilização de recursos para o custeio da obra, equipamentos e para a definição da gestão. “Foi um empenho de todos os envolvidos. Agora temos que juntar forças e trabalhar para o funcionamento porque a comunidade precisa. Obrigado a todos que participaram dessa viabilização, em especial ao deputado federal Dilceu Sperafico, ao secretário de Saúde do Paraná Michele Caputo Neto e ao ministro da Saúde Ricardo Barros. Vou continuar acompanhando para garantir que todos compromissos sejam cumpridos e nossa população tenha atendimento digno de saúde”.

O deputado federal Dilceu Sperafico também enalteceu o apoio do governo do Estado e a atenção especial do ministro Ricardo Barros que auxiliou a concretização do HR. “Agradecemos a todos os prefeitos. É a soma de todos que ajudaram. Foi um esforço muito grande para que seja concretizada essa conquista para a nossa região”.

ESTRUTURA FÍSICA

Outro assunto abordado foi a estrutura física do HR que apresenta problemas. Conforme o secretário, a construtora responsável pela obra já foi notificada e deve efetuar os reparos conforme prevê o contrato.  O Município também irá executar todas as adequações necessárias na obra. Centro Cirúrgico; isolamento da UTI; central de Material e Esterilização; Climatização de áreas críticas; Energia Elétrica; Central GLP e depósito de resíduos sólidos. As obras serão realizadas provavelmente pela Emdur.

O prefeito Lucio de Marchi afirmou que colocar em funcionamento é um desafio de todos. “O Hospital Regional irá complementar o atendimento à população de região Oeste. No futuro, precisamos ampliar e já pensamos em uma grande área, que está próxima a PUC, para atender a demanda. Cada governo no seu olhar e no seu tempo fez o que tinha que fazer. Muitas mãos fizeram e foram os responsáveis para se chegar a este momento”.

SAIBA MAIS

A obra começou em 2012 e foi concluída em 2015.

A unidade deverá atender pacientes de Toledo e mais 17 municípios da região. 

Custo da obra R$ 16 milhões

Equipamentos R$ 14 milhões do Governo do Estado