comunicacao.fabio 22 de novembro de 2017 at 19:18h

Prefeitura e Biopark firmam parceria para implantação de incubadora de Tecnologia da Informação

Foram formalizadas nesta quarta-feira (22) parcerias e iniciativas que visam o desenvolvimento em suas mais diversas esferas a fim de beneficiar Toledo e Região com geração de empregos, novas empresas e indústrias, além de institutos de pesquisa e instituições de ensino. O Parque Científico e Tecnológico de Biociências (Biopark) e a Prefeitura de Toledo tornam-se um marco de progresso.

 

Várias autoridades participaram das solenidades na Câmara de Vereadores de Toledo. Os sócios fundadores da Prati-Donaduzzi Indústria Farmacêutica e idealizadores do Biopark, Carmen Donaduzzi e Luiz Donaduzzi; Representando a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), Alan Bojanic; O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP), Edson Luiz Campagnolo; O reitor da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Luiz Alberto Pilatti; Presidente do Instituto Agronômico do Paraná, Altair Sebastião Dorigo; o presidente da Câmara de Vereadores, Renato Reimann; Duílio Genari representando o deputado estadual José Carlos Schiavinato, também contou com a presença de vereadores, secretários e diretores da prefeitura.

 

Como evolução do que foi acordado em agosto durante o evento de tecnologia PigData, onde foi assinada uma declaração de intenções onde aconteceu a primeira tratativa real para o desenvolvimento de softwares, nesta quarta, aconteceu a assinatura do termo de referência para implantação da incubadora de tecnologia da informação da prefeitura de Toledo no Biopark.

 

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Paulo Almeida, comemorou o momento. Segundo ele várias empresas já manifestaram interesse em fazer parceria com o município para o desenvolvimento de seus projetos da área de tecnologia de informação. “A ideia é justamente oferecer no município de Toledo um amparo para que essas empresas que desenvolvem projetos nas mais diversas áreas tecnológicas possam se instalar”, explicou.

 

Ele disse ainda que “a intenção é conseguir situar em um ambiente propício para o desenvolvimento tecnológico, empresas deste cunho. Consequentemente você vai ampara-las e alavancar o crescimento delas de uma maneira natural. Para o município isso é básico e extremamente relevante, pois todas as categorias de empresas e todos os mecanismos públicos ou privados são dependentes da comunicação digital ou de qualquer outra tecnologia. Nós temos uma defasagem com relação a isso acontecendo no mundo todo. Ambientes como esse podem ser provedores de soluções conforme as necessidades. Esse é um ambiente que poderá ofertar soluções tanto de cunho privado, quanto público”, explicou Paulo Almeida.

 

O prefeito Lucio de Marchi destacou os avanços que Toledo irá alcançar com a implementação do Biopark e utilizou a instalação das universidades federais para exemplificar a relevância da obra. “Toledo tem uma vocação natural para o agronegócio, mas também estamos partindo para ser a capital da tecnologia. Existem 5568 municípios no Brasil e fora as capitais brasileiras, somos a única cidade que tem duas universidades federais [UFPR e UTFPR]. Hoje grande parte das empresas acabam caindo pelo caminho por falta de logística e de suporte. Com as incubadoras as empresas podem sair de lá com segurança e ter um longo caminho”, reforçou.

 

O idealizador e presidente do Biopark, Luiz Donaduzzi, declarou que para gerar novas empresas é importante que os empreendedores tenham um suporte inicial. “E a incubadora é uma maneira de dar essa base. É uma área física, onde as pessoas vão desenvolver os seus projetos com o apoio de uma equipe técnica daquela área e uma equipe gerencial. O empreendedor até sabe desenvolver o seu produto, mas muitas vezes não tem o conhecimento na área de gestão. Então o jovem que vai começar a empreender precisa desse apoio e junto com a prefeitura é o que queremos oportunizar”, salientou.

 

As incubadoras fazem parte de um projeto de futuro, que visa estimular o crescimento contínuo de pequenas iniciativas. “Ao mesmo tempo também estamos trazendo para o Biopark empresas consolidadas com 200, 300, 400 colaboradores. Nós precisamos ao longo de 25 a 35 anos gerar 30 mil empregos. Isso é um desafio grande e só se faz trazendo pequenas, mas também grandes empresas”, destacou Luiz Donaduzzi.

 

O Biopark irá ceder uma área de 1.000 m² para a construção da incubadora da prefeitura. Terão outras também no parque, como a UFPR e a própria incubadora do Biopark. No local haverão várias possibilidades para o empreendedor desenvolver sua empresa em virtude das diversas áreas que serão exploradas. Biociência, tecnologia da informação e comunicação, impressão 3D, robótica, sustentabilidade, energias renováveis e uma série de oportunidades que surgirão com a implantação do parque.

 

Polo de Nutracêuticos

Na ocasião também aconteceu a assinatura da carta de intenções para implantação do Polo de Nutracêuticos e alimentos funcionais no Biopark entre as entidades parceiras: Biopark, FAO, Iapar e Sistema Fiep.

 

O cerimonial evidenciou que a Região Oeste do Paraná, considerada um celeiro agroalimentar, destaca-se pela produção de grãos, especialmente soja, milho, trigo, arroz e feijão, além de carnes e pescados. Possui ainda biodiversidade com grande potencial a ser explorado.

 

“A implantação de um polo de desenvolvimento de nutracêuticos e alimentos funcionais promove a inserção da Região Oeste do Paraná em uma nova dinâmica tecnológica e econômica, onde o conhecimento e a inovação figuram como elementos fundamentais para incremento da competitividade”.

 

Terreno é doado para UTFPR

Outro ato importante na solenidade foi a assinatura da carta de intenções para doação do terreno para Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). Esta será a segunda instituição de ensino superior a compor o complexo do Biopark. No local será criado o Instituto de Manufatura Aditiva, destinado a pesquisas e desenvolvimento de próteses e órteses fabricadas em impressão 3D.

 

A implantação do instituto beneficiará, especialmente, pacientes atendidos pela rede pública de saúde. O espaço irá ofertar cursos de pós-graduação e incubadoras de empresas – projetos responsáveis por auxiliar micro e pequenos negócios criados a partir de ideias consideradas inovadoras, oferecendo suporte técnico e gestão aos empreendimentos em seus primeiros anos de vida.

Autor: Dielson Kleber Pickler