Empreendimento chileno poderá colocar Toledo no centro da biotecnologia nacional

Publicado: Sex, 12/04/2024 16:44
  • Para ampliar operações no Brasil, executivos da PhageLab desejam instalar laboratório e fábrica de bacteriófagos que potencializam produtividade na pecuária
    Para ampliar operações no Brasil, executivos da PhageLab desejam instalar laboratório e fábrica de bacteriófagos que potencializam produtividade na pecuária
  • Para ampliar operações no Brasil, executivos da PhageLab desejam instalar laboratório e fábrica de bacteriófagos que potencializam produtividade na pecuária
    Para ampliar operações no Brasil, executivos da PhageLab desejam instalar laboratório e fábrica de bacteriófagos que potencializam produtividade na pecuária
  • Para ampliar operações no Brasil, executivos da PhageLab desejam instalar laboratório e fábrica de bacteriófagos que potencializam produtividade na pecuária
    Para ampliar operações no Brasil, executivos da PhageLab desejam instalar laboratório e fábrica de bacteriófagos que potencializam produtividade na pecuária

 

A Sala de Reuniões do Gabinete do Prefeito recebeu, na manhã desta sexta-feira (12), executivos da PhageLab, empresa chilena de biotecnologia que tem crescido rapidamente no mercado brasileiro. Em razão disso, a empresa tem interesse e necessidade de se instalar com laboratório e fábrica no nosso país e Toledo é considerada como opção principal para sediar esta expansão.

A PhageLab foi representada pelo CEO, Hans Pieringer, e pelo diretor de vendas e cofundador, Nicolas Ferreira, que apresentaram conteúdo institucional a integrantes do governo municipal. “Estamos no Brasil há 3 anos e, graças ao trabalho que oferece soluções assertivas que elevam a produtividade da pecuária, estamos recebendo aportes de vários parceiros. Nosso foco são os bacteriófagos, vírus que eliminam de forma natural bactérias que são resistentes a antibióticos, contribuindo para a diminuição de perdas na avicultura, suinocultura e bovinocultura”, explica Nicolas. “Outro benefício é a queda drástica no uso destes medicamentos, possibilitando que nossas exportações entrem em países que restringem a comercialização de carne de animais que receberam altas doses de antibióticos, os quais têm sido, cada vez mais, ineficazes no tratamento das doenças, tanto dos animais quanto dos seres humanos”, acrescenta.

De acordo com o diretor, a empresa disponibiliza centenas de opções que podem ser utilizadas conforme a necessidade do produtor. “A partir do processamento genético de dados obtidos em campo, elaboramos soluções personalizadas que variam caso a caso. Com o uso de tecnologia de ponta, encontramos a solução mais adequada no prazo de 45 dias, tempo bem menor do que os 2 anos necessários para se desenvolver uma vacina e os 8 anos que leva para a indústria colocar um antibiótico novo no mercado”, compara Nicolas. “O Brasil é uma potência mundial na pecuária e os principais frigoríficos do país estão de olho nos produtos que oferecemos, razão pela qual precisamos estar mais pertos deles e, na nossa opinião, Toledo, com sua vocação para o agronegócio e o empreendedorismo, é o lugar ideal para darmos este passo”, pontua.

A PhageLab possui um laboratório com alta capacidade de processamento de dados em Santiago, capital do Chile, e conta com uma unidade de vendas em Curitiba e um escritório voltado a questões regulatórias da União Europeia (as mais exigentes do mundo) na Espanha. Entre os principais produtos estão uma plataforma com informações em tempo real que auxilia produtores a tomar decisões, bem como três medicamentos, todos com autorização do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que visam ao tratamento contra infecções causadas por salmonella ou colibacilose, doenças que causam sérios problemas tanto no campo quanto nos frigoríficos.

Vários órgãos de imprensa do Brasil e do exterior, como a edição estadunidense da revista Forbes, já fizeram reportagens sobre o empreendimento, que tem potencial de investimento de até R$ 55 milhões em território nacional (R$ 5 milhões no laboratório e R$ 50 milhões na fábrica). “O mercado nacional gostou do nosso produto e está disposto a adquiri-lo em grandes quantidades. Por isso, queremos intensificar o quanto antes nossas operações no Brasil”, comenta o diretor de vendas da PhageLab. “No mundo das commodities, há uma busca constante por baixar custos de produção e nossa empresa oferece soluções para isso. Contudo, somos também uma organização que valoriza os colaboradores, que têm um trabalho desafiador e, ao mesmo tempo, compensador, pois gera muito valor para a sociedade”, comenta Hans.

O prefeito Beto Lunitti ficou animado com o conteúdo apresentado. “Somos referências nacionais em produção de proteína animal e estes bacteriófagos têm potencial para solucionar vários problemas das nossas cadeias produtivas. Agradecemos pelo fato de terem escolhido Toledo e estamos dispostos a colaborar no que for possível, dentro dos limites da legalidade e do orçamento”, assegura. “Nossa gestão tem trabalhado de forma a favorecer a manutenção de um ambiente que concilie de forma harmônica os interesses econômicos e sociais, pacificando qualquer conflito que possa surgir”, salienta.

O secretário do Agronegócio, de Inovação, Turismo e Desenvolvimento Econômico, Diego Bonaldo, e o titular da Assessoria Especial de Governo, Márcio Antônio Borges, também se mostraram dispostos a colaborar para que a PhagesLab se instale em Toledo. “Precisamos encontrar os meios necessários para que um empreendimento deste porte fique em Toledo. Temos as restrições ocasionados pelo fato de estarmos em ano eleitoral, mas vamos em busca de áreas onde a empresa possa, ao menos, instalar seu laboratório”, comenta o secretário. “No agronegócio, Toledo produz bem e produz bastante, um patamar que só será mantido com o uso de tecnologias como a apresentada nesta manhã”, comenta o assessor.

A conversa entre executivos e governo municipal foi intermediada pelo engenheiro de alimentos, Fabio Loch, que indicou Toledo aos representantes da empresa chilena. “Este é um município que pensa no futuro, que preza pela inovação. Estamos diante de um produto focado na prevenção de doenças nos animais, que dispensa a necessidade do uso do antibiótico. Além de gerar maior produtividade no campo, este é um empreendimento que vai gerar empregos de alta qualidade, impulsionando a economia local”, analisa. “A instalação desta unidade vai garantir mais agilidade, proximidade e redução de custos para clientes que estão vendo, acreditando e investindo nesta ideia”, avalia.