A Escola Municipal São Francisco de Assis realizou, nesta sexta-feira (28), a tradicional Mostra de Ciências. A atividade reuniu 14 trabalhos científicos elaborados por aproximadamente 300 alunos do 3º ao 5º ano, dos períodos matutino e vespertino, durante as aulas da disciplina de Ciências.
Os projetos foram desenvolvidos pelas turmas sob orientação das professoras Rosimeri da Silva Conejo Rigo e Luzia Neves da Conceição Barbosa. Entre os trabalhos apresentados estão “O balão que enche sozinho”, “Investigando conservantes dos alimentos”, “Escurecimento da maçã”, “O sal escondido nos doces”, “O ovo que flutua”, “Densidade dos líquidos”, “A escrita mágica”, “Construindo filtro caseiro”, “Planta e o mistério da luz”, “O barquinho que não molha” e “Micróbios na mochila”.
Dez dos trabalhos apresentados na escola serão levados à Ficiencias, Feira de Inovação das Ciências e Engenharias, em Foz do Iguaçu, em novembro, para concorrer com outros trabalhos de todo o Brasil.
Segundo a diretora da escola, Katia Primão Pauletto, a mostra é realizada há vários anos e reúne os resultados das atividades desenvolvidas no laboratório de Ciências. “É um momento em que as crianças podem expor aquilo que aprenderam durante o ano. Tudo que elas pesquisam e desenvolvem durante as aulas culmina nessa feira, onde mostram o que aprenderam”, explica.
A diretora também destacou que alguns projetos partiram de situações observadas pelos estudantes, como uma atividade relacionada à nascente do Rio Toledo e o experimento da escrita mágica. Para ela, a participação dos alunos se estende ao longo do desenvolvimento dos trabalhos. “Eles gostam muito de participar dessas atividades, se envolvem bastante e já estão há meses preparando esse momento da feira”, afirma.
Base curricular - A secretária da Educação, Janice Salvador, relacionou a atividade à proposta pedagógica do município, baseada no Referencial Curricular de Toledo. “A feira é um exemplo daquilo que temos proposto na educação do município: que os conteúdos, habilidades e competências ganhem vida e se transformem em perguntas que desafiem as crianças a buscar respostas. É isso que buscamos na educação de Toledo: que as crianças atuem sobre a sua realidade e busquem soluções”, declara.
Janice também ressaltou aspectos desenvolvidos pelos estudantes durante a elaboração dos projetos. “Elas desenvolvem a capacidade de pensar sobre a sua realidade, se desafiam na busca de soluções, aprendem a trabalhar em grupo e desenvolvem a linguagem. Esses trabalhos proporcionam condições de desenvolvimento que a gente não consegue nem medir”, afirma.
A professora de Ciências Rosimeri da Silva Conejo Rigo explicou que os projetos foram elaborados a partir da abordagem investigativa. “Todos os projetos iniciaram com uma pergunta. A partir dela, os estudantes foram criando possibilidades para responder e desvendar aquela dúvida. Eles deixam de ser apenas receptores do conhecimento e passam a buscar resultados e testar possibilidades”, explica.
A professora também apontou que alguns trabalhos tiveram início após uma visita à nascente do Rio Toledo, quando os estudantes coletaram água, fizeram observações em microscópio e registraram os resultados em diário de bordo. “Quando você se coloca como investigador, passa a se ver como uma pessoa de atitude, que sabe falar, responder e explicar o porquê. Acho que o principal quando pensamos em Ciências é a pergunta, é ser questionador”, conclui.