Os dados mais recentes do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta sexta-feira (28) pelo Ministério do Trabalho e Previdência, colocam Toledo na liderança do interior do Paraná na geração de empregos formais em 2026. Entre janeiro e julho, as empresas instaladas no município criaram 4.099 novos postos de trabalho com carteira assinada, resultado de 24.911 admissões e 20.812 desligamentos.
Em números absolutos, o saldo é o segundo maior do Paraná no período, atrás apenas de Curitiba, que registrou 17.259 novos empregos formais. O grupo dos cinco municípios com os maiores saldos é completado por Maringá (3.250), Londrina (3.004) e Cascavel (2.219).
O desempenho de Toledo também se destaca quando considerado o tamanho da população. Entre os 24 municípios paranaenses com mais de 100 mil habitantes, a cidade apresentou a maior geração de empregos per capita nos sete primeiros meses do ano, com média de 25.200,11 novos postos para cada 1 milhão de moradores. O índice é mais que o dobro do registrado por Arapongas, segunda colocada, com 11.076,04, e supera os resultados de Araucária (10.931,82), Curitiba (9.419,91) e Maringá (7.512,11).
O setor de serviços foi o principal responsável pelo saldo acumulado em Toledo. Entre janeiro e julho, foram 10.797 admissões e 7.823 desligamentos, resultando em 2.974 novos postos.
Na sequência aparecem a indústria, com saldo de 596 empregos, a partir de 6.626 contratações e 6.030 desligamentos; a construção, com 526 (2.374/1.848); e a agropecuária, com 18 (596/578). O comércio, por sua vez, registrou saldo negativo de 15 vagas, resultado de 4.518 admissões e 4.533 desligamentos.
Julho – A força do resultado acumulado está diretamente relacionada ao desempenho de julho. No mês passado, as empresas de Toledo realizaram 4.479 admissões e 2.964 desligamentos, gerando saldo positivo de 1.515 empregos.
É o segundo maior superávit mensal do município desde 2020, quando o Caged passou a utilizar a metodologia atualmente adotada. O único mês com resultado superior nesse período foi fevereiro de 2025, quando Toledo registrou saldo de 2.312 empregos.
Em julho deste ano, o município também teve o segundo maior saldo entre as 24 cidades paranaenses com mais de 100 mil habitantes, atrás somente de Curitiba, que abriu 1.767 postos. Arapongas, com 664, Foz do Iguaçu, com 139, e Campo Mourão, com 34, completam o “Top 5”. A dimensão do resultado fica ainda mais evidente na comparação com o desempenho estadual: os 1.515 novos empregos gerados por Toledo em julho equivalem a quase três vezes o saldo de todo o Paraná, que registrou a criação de 523 postos no mês.
Mais uma vez, o setor de serviços foi o principal motor do mercado de trabalho toledano, com saldo de 1.487 empregos, resultado de 2.562 admissões e 1.075 desligamentos. A indústria teve saldo positivo de 40 vagas (901/861), seguida pela construção, com 23 (359/336), e pela agropecuária, com duas (81/79). O comércio registrou déficit de 37 empregos, com 576 admissões e 613 desligamentos.
No recorte per capita, julho colocou Toledo novamente na primeira posição entre os municípios analisados. Foram 9.314,02 empregos criados para cada 1 milhão de habitantes, índice muito superior ao de Arapongas (5.279,60), Curitiba (964,42), Foz do Iguaçu (464,71) e Campo Mourão (324,18).
Formalidade – O avanço na geração de novas vagas também se refletiu no estoque de empregos formais. Entre dezembro de 2025 e julho de 2026, o número de trabalhadores com carteira assinada em Toledo passou de 60.836 para 64.935, aumento de 4.099 empregos ou 6,74%.
Entre os 24 municípios paranaenses com mais de 100 mil habitantes, esse foi o maior crescimento proporcional no período. No ranking, aparecem, depois de Toledo, Araucária (3,75%), Arapongas (3,59%), Colombo (3,56%) e Fazenda Rio Grande (3,15%).
Na relação entre população total e estoque de empregos formais, Toledo ocupa a terceira posição no Paraná. Os 64.935 trabalhadores com carteira assinada representam 39,92% da população municipal, percentual inferior apenas aos de Curitiba (44,45%) e Pinhais (40,09%). Toledo aparece à frente de Maringá (39,47%) e São José dos Pinhais (37,65%).
Análise – Para o diretor de Políticas de Emprego e Relações do Trabalho da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo (Deseco) e gerente da Agência do Trabalhador de Toledo, Vanderlei Timóteo, o resultado é reflexo da aproximação entre o poder público e o setor privado. “O número do Caged que nós conquistamos agora em julho é uma representação de um cenário no qual a gestão pública, quando ela tem uma visão de realmente atender ao mercado, consegue construir uma forte parceria”, pontua. “A representação desse número, de uma marca de mais de 1.500 colocados no nosso mercado como saldo positivo, demonstra que nós estamos construindo realmente um cenário favorável ao mercado e à empregabilidade em Toledo”, avalia.
Timóteo relaciona o desempenho à construção de um ambiente que articula poder público, empresas e instituições ligadas ao mercado de trabalho. “Acredito que esse número vem de encontro a uma proposta do governo de estar cada vez mais próximo das empresas”, analisa. Então, o que nós estamos buscando é sempre criar um ecossistema favorável, onde a parceria com o setor privado, juntamente com toda a força do governo, institucionalmente falando, possa dar vazão a esse mercado”, destaca.
O diretor também atribui parte desse processo à atuação conjunta com instituições locais e agradece às empresas que participam da construção desse ambiente. “Ele é construído a várias mãos, fortemente com a iniciativa privada, mas em parceria aqui com vários setores. Quero deixar o meu agradecimento ao Comter [Conselho Municipal do Trabalho, Emprego e Renda] e à Acit [Associação Comercial e Empresarial de Toledo], que tem sido uma parceira através do Núcleo de RH, que entendeu nossa proposta de trabalho, e a todos os parceiros da Agência do Trabalhador, mas em especial às empresas que contribuem para que esse número aconteça”, reconhece. “Muito mais que reclamar, nós precisamos construir um cenário favorável para que a nossa cidade cada vez mais se fortaleça dentro dessa perspectiva”, salienta.