O Centro Especializado em Reabilitação (CER II) de Toledo promoveu atividades diferenciadas durante a Semana da Criança, cuja data é comemorada em 12 de outubro, com a participação de crianças atendidas pelo serviço, familiares e profissionais. A programação incluiu brincadeiras recreativas, pescaria, entrega de doces e presentes e registros fotográficos com as famílias.
Uma das atividades foi a confecção de uma árvore coletiva, formada a partir dos carimbos das mãos das crianças com tinta escolar. A proposta envolveu os participantes em uma produção artística compartilhada.
Anna Luisa Finkler, enfermeira do CER II, destaca o significado da atividade coletiva e o respeito às particularidades de cada criança. “A árvore representa o crescimento, a união e a inclusão. Cada mãozinha carimbada carrega a singularidade de uma criança, que tem seu próprio tempo, suas habilidades e possibilidades de desenvolvimento. É uma forma de valorizar cada uma delas e reconhecer que todas têm seu jeito de aprender e crescer”, explicou.
Novas Oficinas
O CER II tem ampliado as possibilidades de atendimento com a implementação das oficinas terapêuticas de Atividades de Vida Diária (AVDs), iniciadas em setembro. A iniciativa busca desenvolver habilidades necessárias ao cotidiano e promover a autonomia e a independência funcional de crianças e adolescentes atendidos pelo serviço.
As atividades são conduzidas pela terapeuta ocupacional Damaris Laiz Fernandes e pela técnica de enfermagem Micheli da Silva. Os exercícios são práticos, lúdicos e adaptados às necessidades de cada participante, em um ambiente estruturado como uma minicasa, que permite simular situações do cotidiano.
As oficinas trabalham habilidades relacionadas à realização de tarefas diárias e à participação nas atividades em ambientes como a casa, a escola e a comunidade. A proposta considera as particularidades e o ritmo de aprendizagem de cada criança e adolescente, dentro do processo de reabilitação.
Segundo Anna Luisa, as oficinas de Atividades de Vida Diária são voltadas ao desenvolvimento da autonomia e da independência funcional das crianças e dos adolescentes. “Cada tarefa aprendida, cada habilidade desenvolvida e cada passo em direção a uma maior independência fazem parte do processo de reabilitação e podem contribuir para a participação deles no cotidiano”, concluiu.