Toledo é o município do interior do Paraná que mais gerou empregos formais em 2026. Entre janeiro e setembro, o mercado de trabalho local registrou saldo positivo de 5.044 postos com carteira assinada, resultado de 32.129 admissões e 27.085 desligamentos.
Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta quarta-feira (4) pelo Ministério do Trabalho e Previdência. Em números absolutos, Toledo ocupa a segunda posição entre os municípios paranaenses, atrás apenas de Curitiba, que acumulou saldo de 19.265 empregos formais no período. O grupo dos cinco melhores resultados é completado por Londrina, com 3.577 novos postos; Maringá, com 3.426; e Cascavel, com 3.016.
O desempenho também se destaca quando a geração de empregos é relacionada ao tamanho da população. Entre os 24 municípios paranaenses com mais de 100 mil habitantes, Toledo apresentou o maior índice nos nove primeiros meses do ano, com média de 31.009,85 novos postos para cada 1 milhão de moradores. O resultado é quase o dobro do registrado por Araucária, segunda colocada, com 17.140,32. Na sequência aparecem Arapongas (12.316,43), Curitiba (10.514,78) e São José dos Pinhais (8.265,65).
A análise por atividade econômica mostra que o setor de serviços foi o principal responsável pelo saldo positivo de Toledo. De janeiro a setembro, foram 13.837 admissões e 10.144 desligamentos, resultando na abertura de 3.693 postos de trabalho.
A indústria aparece em segundo lugar, com saldo de 724 empregos, a partir de 8.590 contratações e 7.866 desligamentos. Na construção civil, foram criadas 585 vagas, resultado de 2.999 admissões e 2.414 desligamentos. Já o comércio registrou saldo de 96 empregos, com 5.958 contratações e 5.862 desligamentos. A agropecuária foi o único setor com resultado negativo no acumulado, com 745 admissões e 799 desligamentos, diferença de 54 vagas.
Setembro – Somente em setembro, as empresas instaladas em Toledo realizaram 3.217 admissões e 3.036 desligamentos, alcançando saldo positivo de 181 empregos formais. Entre os 24 municípios paranaenses com mais de 100 mil habitantes, a cidade obteve o sétimo melhor resultado do mês.
O comércio respondeu pela maior parcela do saldo mensal, com 96 novos empregos, a partir de 728 admissões e 632 desligamentos. A indústria abriu 83 vagas, com 1.005 contratações e 922 desligamentos, enquanto os serviços registraram saldo de 37 postos, resultado de 1.166 admissões e 1.129 desligamentos. A agropecuária teve déficit de quatro vagas, com 82 admissões e 86 desligamentos. Na construção, o resultado negativo foi de 31 postos, com 236 contratações e 267 desligamentos.
No recorte proporcional de setembro, Toledo ocupou a terceira posição entre os municípios analisados, com índice de 1.112,76 empregos criados para cada 1 milhão de habitantes. O resultado ficou abaixo dos registrados por Araucária (3.767,70) e Paranaguá (1.648,54), mas superou os de Campo Largo (1.068,48) e Foz do Iguaçu (1.066,49).
Para o diretor de Políticas de Emprego e Relações do Trabalho da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo (Deseco) e gerente da Agência do Trabalhador de Toledo, Vanderlei Timóteo, os números refletem o trabalho de aproximação com o empresariado local para ampliar as oportunidades de contratação. “O Caged mais uma vez representa todo o trabalho que temos realizado para promover a empregabilidade. A reação que o comércio teve demonstra que estamos alinhados com o cenário empresarial do município, mostrando ao empresário que há alternativas que podemos buscar diante dos desafios enfrentados pelo setor”, avalia.
O diretor também chama a atenção para o resultado negativo da construção civil, atribuído principalmente à escassez de mão de obra e ao envelhecimento dos trabalhadores que atuam nos canteiros de obras. “Isso demanda uma renovação do perfil dos candidatos, e estamos atentos à busca de alternativas para oferecer ao mercado intermediação de mão de obra com qualidade e capacitação”, observa. “Os próximos meses serão desafiadores pelo cenário macroeconômico e político, mas acredito que podemos encontrar boas soluções e fazer com que nosso ecossistema voltado à empregabilidade alcance bons resultados”, projeta Vanderlei.
Variação – Outro indicador que evidencia o desempenho do mercado de trabalho local é a evolução do estoque de empregos formais. Entre dezembro de 2025 e setembro de 2026, o número de trabalhadores com carteira assinada em Toledo passou de 60.836 para 65.880, crescimento de 8,29%.
A variação foi a maior entre os 24 municípios paranaenses com mais de 100 mil habitantes. Na sequência aparecem Araucária, com alta de 5,88%; Arapongas, com 3,99%; Campo Largo, com 3,53%; e Foz do Iguaçu, com 3,46%.
A relação entre o número de empregos formais e a população total também coloca Toledo em posição de destaque no Estado. O município ocupa o segundo lugar no Paraná, com estoque de empregos equivalente a 40,39% de sua população. O percentual fica abaixo apenas do registrado por Curitiba, de 44,56%, e supera os índices de Pinhais (40,50%), Maringá (39,51%) e São José dos Pinhais (37,89%).