Toledo é a 1ª cidade do interior do Paraná a fazer parte do Smart Climate City

Publicado por jose.seide , Sex, 04/09/2026 16:54
  • Lançamento local de projeto de inteligência climática do Simepar em parceria com empresa suíça ocorreu na manhã desta sexta (4) no auditório do Ismael Sperafico
    Lançamento local de projeto de inteligência climática do Simepar em parceria com empresa suíça ocorreu na manhã desta sexta (4) no auditório do Ismael Sperafico
  • Lançamento local de projeto de inteligência climática do Simepar em parceria com empresa suíça ocorreu na manhã desta sexta (4) no auditório do Ismael Sperafico
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  • Lançamento local de projeto de inteligência climática do Simepar em parceria com empresa suíça ocorreu na manhã desta sexta (4) no auditório do Ismael Sperafico
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  • Lançamento local de projeto de inteligência climática do Simepar em parceria com empresa suíça ocorreu na manhã desta sexta (4) no auditório do Ismael Sperafico
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  • Lançamento local de projeto de inteligência climática do Simepar em parceria com empresa suíça ocorreu na manhã desta sexta (4) no auditório do Ismael Sperafico
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    Lançamento local de projeto de inteligência climática do Simepar em parceria com empresa suíça ocorreu na manhã desta sexta (4) no auditório do Ismael Sperafico

 

Toledo é o primeiro município do interior do Paraná a receber o Smart Climate City, projeto de inteligência climática desenvolvido pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) em parceria com a empresa suíça Meteoblue. O lançamento ocorreu na manhã desta sexta-feira (4), no auditório do Centro de Eventos Ismael Sperafico, reunindo representantes dos setores público, acadêmico, produtivo e da sociedade civil ligados à prevenção e à resposta a eventos climáticos.

Lançado oficialmente em Curitiba no mês passado, o projeto é financiado pelo Fundo Estadual de Meio Ambiente, sob gestão do Instituto Água e Terra (IAT). Em Toledo, a iniciativa conta com o apoio da Prefeitura, por meio da Fundação para o Desenvolvimento Sustentável, Científico e Tecnológico de Toledo (Funtec), da Secretaria de Meio Ambiente e da Secretaria de Segurança e Trânsito, que tem a Coordenação Municipal da Defesa Civil em sua estrutura.

Como funciona – O Smart Climate City utiliza uma rede de estações meteorológicas especializadas, associada a modelos de previsão hidrometeorológica de altíssima resolução e recursos de inteligência artificial. A combinação desses recursos amplia a precisão na identificação de áreas que demandam maior atenção em situações relacionadas à temperatura, à chuva e à circulação. Na prática, a proposta é ampliar o uso de informações meteorológicas de alta resolução para identificar pontos de maior risco e subsidiar ações de prevenção e resposta a eventos climáticos.

Para a diretora-executiva da Funtec, Tatiany Barbiero, a relevância da iniciativa está justamente na utilização dessas informações para produzir resultados concretos para a população. “A efetividade de uma tecnologia se mede pelo resultado que ela traz para as pessoas”, pondera. “Quando fazemos a coleta de informações que podem ser usadas para antecipar situações e estabelecer políticas públicas, estamos fazendo um bom uso dos recursos disponíveis e construindo, de fato, uma cidade inteligente”, salienta.

Toledo selecionada – Segundo o presidente do Simepar, Paulo de Tarso de Lara Pires, a escolha do município levou em conta suas características urbanas e rurais. “Toledo reúne condições distintas das encontradas em Curitiba, primeiro polo do projeto, o que permite ampliar a experiência para uma realidade de porte e configuração diferentes, pois temos aqui um município com duas características interessantes: um centro urbano bem desenvolvido, crescente e uma área rural bem organizada”, observa. 

Para ele, a experiência também deve contribuir para preparar os municípios para situações de maior severidade. “Os eventos extremos são muito democráticos, atingem a todos de forma igual. O que muda é a forma com que cada um se prepara para eles. A forma como vamos atender a população será determinante para tornar as nossas cidades mais resilientes”, analisou.

O prefeito Mario Costenaro associa a participação de Toledo à possibilidade de integrar informações, conhecimento e recursos ao planejamento municipal. “É uma iniciativa que não se limita à instalação de equipamentos ou à coleta de dados, mas envolve a capacidade de transformar essas informações em ações concretas, capazes de antecipar problemas, apoiar decisões e tornar a cidade mais preparada para diferentes desafios”, comenta.

Na avaliação do prefeito, a iniciativa também reforça o conceito de cidade inteligente como instrumento voltado ao bem-estar da população. “Uma cidade inteligente é a que se utiliza de todos os recursos para avançar no desenvolvimento de uma cidade que leve uma melhor qualidade de vida para as pessoas”, acrescentou.

Prevenção – Segundo o promotor Giovani Ferri, titular da 3ª Promotoria de Justiça da Comarca de Toledo [instância do Ministério Público do Paraná (MPPR) que atua na defesa do meio ambiente], a capacidade de prevenção diante dos eventos extremos precisa ser ampliada. “O Brasil definitivamente ingressou na era dos desastres ambientais e hoje é dever de todas as instituições adotar medidas preventivas”, alertou. “Desde 2012, o Brasil investiu R$ 6,8 bilhões em planos de prevenção em ações contra desastres e gastou R$ 21 bilhões para recuperar danos oriundos destes episódios”, comparou.

Na mesma linha, o vereador Professor Oseias, líder do Governo na Câmara Municipal e representante do Legislativo no evento, defendeu que a preparação considere a possibilidade de ocorrência de eventos extremos. “É preciso reconhecer os riscos e nos prepararmos para eles”, pontuou. “Sempre é preciso orar a Deus para que eventos climáticos extremos não nos atinjam. Porém, se acontecerem, devemos estar em alerta para saber como agir”, assinalou.

Participação regional – O lançamento reuniu autoridades municipais e estaduais, representantes de órgãos envolvidos com prevenção e resposta a desastres, instituições de ensino e pesquisa, entidades da sociedade civil e do setor produtivo. Também participaram representantes das Defesas Civis de seis municípios da região: Catanduvas, Medianeira, Mercedes, Nova Santa Rosa, São José das Palmeiras e Toledo. Profissionais da imprensa acompanharam a programação.

Programação técnica – Após a solenidade de abertura, a diretora-executiva do Simepar, Vanessa D’Avila, apresentou o Smart Climate City e detalhou a proposta de integrar informações meteorológicas de alta resolução à identificação de pontos de maior risco e ao planejamento de ações de prevenção e resposta a eventos climáticos. Na sequência, o coordenador executivo da Defesa Civil do Estado do Paraná, coronel do Corpo de Bombeiros Ivan Ricardo Fernandes, abordou o tema “Planos de Contingência e Fundo de Calamidades”.

O diretor-presidente do IAT, José Volnei Bisognin, apresentou posteriormente o tema “Instrução Normativa IAT nº 15/2026 e Obras Emergenciais e Preventivas”. A programação foi encerrada com o painel “El Niño – cenários e Impactos para a Região”, ministrado pelo meteorologista do Simepar, Leonardo Zucini Furlan.