Tecnologia pode ajudar a conectividade no campo

Publicado: Sex, 26/04/2024 12:17 | Modificado: Seg, 29/04/2024 17:29
  • O distrito de Concórdia do Oeste receberá o “teste POC” para verificar a eficiência de um produto desenvolvido pela startup Agromobility
    O distrito de Concórdia do Oeste receberá o “teste POC” para verificar a eficiência de um produto desenvolvido pela startup Agromobility

 

A Fundação para o Desenvolvimento Sustentável, Científico e Tecnológico de Toledo (Funtec) programou para a primeira quinzena de maio um teste POC na região do distrito de Concórdia do Oeste. Trata-se de uma prova de conceito que tem o objetivo de testar a viabilidade de uma solução tecnológica. Neste caso, testará um equipamento desenvolvido por uma startup chamada Agromobility,  incubada no Espaço Impulso da Coopavel e integrante do Iguassu Valley. 

O diretor executivo da Funtec, Renato Tratch, explica que o município de Toledo tem buscado investir ou incentivar o uso de tecnologias nas mais diversas áreas como forma de melhorar resultados e encontrar soluções aos problemas apresentados, tanto na gestão pública, quanto em setores prioritários para o desenvolvimento econômico e sustentável. O Inovameat, evento criado para incentivar a tecnologia na produção de proteína animal, é um exemplo disso. 

“Um dos frutos deste evento, foi a aproximação da Funtec com a Secretaria Estadual da Inovação, Modernização e Transformação Digital (SEI), a qual possui uma parceria com a startup Agromobility. Fizemos a proposta para instalarmos em Toledo e, em função da organização que temos com o Georreferenciamento, com a organização do Sindicato Rural e com a aproximação das integradoras, fomos indicados para instalação desta poc. A área de Concórdia do Oeste foi escolhida por ter um vácuo de conectividade e pelo sindicato ter feito um levantamento da conectividade nesta região”, explica Tratch.

O equipamento da startup propõe soluções na área de conectividade. A conectividade refere-se a conexão de equipamentos com outros equipamentos,  chamados de M2M,  onde uma máquina troca informação com outra.  Tratch exemplifica situações que envolvem conectividade. “Eu tenho um sensor no aviário de pesagem, ele transmite os dados para uma central que processa essa informação e gera um relatório de quanto de frango se projeta entregar no final do ciclo. Ou, tenho um sensor que indica que tenho suínos com tosse, isto dispara um sinal para o médico veterinário no seu celular, tablet ou computador indicando que ele deve verificar o que está acontecendo”.

Ele compara como seria a falta dessa conectividade. “Se não houver conectividade,  o produtor teria que pesar uma amostra de frango ou retirar os dados do painel,  ligar ou enviar mensagem para a integradora, que vai copiar estes dados em uma planilha e só então calcular qual será a produção. No caso do suíno, o produtor teria que observar qual suíno está tossindo, marcar este animal, levar para a enfermaria e depois chamar o técnico, porém como todos os suínos são brancos se torna difícil identificar, mas hoje com a tecnologia é possível reconhecer o animal e indicar para a assistência técnica”, explica.

Basicamente, o papel do poder público, segundo o diretor da Funtec, é ser o conector de empresas de conectividade com as agroindústrias, produtores e a organização dos produtores. Os benefícios ocorrerão para toda a cadeia de produção. “Calcula-se que poderá se incrementar de 5 a 9% de produção nas principais cadeias produtivas do município. O produtor terá o conforto da conectividade da cidade no campo, incluindo a segurança”, pontua o diretor.