A comitiva da primeira Missão Nacional da Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP) esteve, nesta quinta-feira (5), em Apucarana pela manhã e Maringá no período da tarde. O objetivo da missão é permitir que representantes de 12 municípios dos mais diferentes estados conheçam na prática experiências em gestão pública que estão sendo referência. A experiência de Apucarana na educação integral ganhou destaque no cenário brasileiro com o atendimento nas 60 unidades educacionais.
O prefeito de Apucarana, Rodolfo Mota, explicou que a educação integral vai além da ampliação do tempo de permanência dos estudantes na escola. O modelo organiza um projeto pedagógico único, desenvolvido ao longo de nove horas diárias, integrando diferentes áreas do conhecimento e atividades. “Aqui não temos uma escola de manhã e outra à tarde. Temos um projeto pedagógico único, que integra o ensino de português e matemática com idiomas, esportes, cultura e outras atividades. Tudo é planejado para que nossas crianças tenham mais oportunidades de aprender e se desenvolver”, afirmou.
A programação incluiu visitas técnicas à Escola Municipal Juiz Luiz Fernando de Araújo e ao CMEI Izabel Holak, no Núcleo Habitacional Dom Romeu Alberti e à sede da Secretaria da Mulher, em Apucarana, no período da manhã. No período da tarde a comitiva da FNP visitou o Hospital Amigo da Criança, assistiu a uma palestra técnica sobre a formação da cidade sob a ótica do urbanismo e por fim visitou as instalações do Ecogarden, um novo conceito de ocupação urbana que está em execução em Maringá.
Avaliação positiva - “Foi uma Missão de muito aprendizado e de troca de experiências extremamente importante”, disse o prefeito de Toledo, Mario Costenaro, que completou: “Mas também de celebrar as coisas boas que temos em Toledo e isso precisa ser comemorado”. Na avaliação de Costenaro, as ‘dores’ dos gestores públicos são muito semelhantes Brasil afora, “por isso a importância dessa missão da FNP, onde pudemos compartilhar experiências e perceber que é possível agilizar processos, desde que estejamos com a mente aberta para buscar as soluções que já estão implantadas em outros municípios”, finalizou.
O secretário-executivo da FNP, Gilberto Perre, explicou que a entidade realiza de oito a dez missões internacionais por ano e que havia interesse em ampliar as visitas a experiências brasileiras bem-sucedidas. “Havia uma inquietação dentro da instituição para que nós pudéssemos promover essa visita a cidades brasileiras, para aprender com o que está dando certo”, afirmou.