Aedes aegypti: 2º LirAa do ano aponta índice de infestação de 4,3% em Toledo

Publicado: Qua, 05/04/2023 11:33 | Modificado: Qua, 05/04/2023 15:39
  • Realizado entre segunda e terça (3 a 4), em quase 2.000 imóveis de todos os bairros da cidade, levantamento comprova piora do quadro epidemiológico
    Realizado entre segunda e terça (3 a 4), em quase 2.000 imóveis de todos os bairros da cidade, levantamento comprova piora do quadro epidemiológico

 

Há alguns dias Toledo está em alerta quanto à situação epidemiológica da dengue, preocupação que foi reforçada com a divulgação, pelo Setor de Controle e Combate às Endemias dos resultados do segundo Levantamento Rápido de Infestação do Aedes aegypti (LirAa) de 2023 na manhã desta quarta-feira (5). Entre segunda e terça (3 e 4), os agentes de combate a endemias (ACEs) realizaram visitas em quase 2.000 imóveis de todos os bairros da cidade (sorteados aleatoriamente por plataforma do Ministério da Saúde) e o índice de infestação predial (IIP) médio foi de 4,3%, muito acima do recomendado pelos organismos nacionais e internacionais de saúde (1%), 79,16% acima do levantamento anterior (2,4%).

Os bairros Independência (21,42%), Panambi (14,7%), São Francisco I (14,63%), Porto Alegre II (11,11%) e Europa II (11%) registraram os cincos maiores índices do segundo LirAa de 2023. Pratos de plantas, lixo doméstico, reservatórios de água, pneus e ralos estão entre os objetos onde os focos do mosquito que transmite a dengue e outras doenças foram encontrados com maior recorrência durante o levantamento.

De acordo com a coordenadora do Setor de Controle e Combate às Endemias, Lilian König, o LirAa traz uma grande preocupação para Toledo. “Estamos com um gravíssimo risco de uma epidemia de dengue. Estamos preocupados com a situação, pois todos os bairros estão com o IIP acima de 1% e em mais da metade este índice passa dos 5%”, analisa. “Pedimos à população para que nos ajuda ainda mais, sobretudo atendendo bem os ACEs para que eles façam as vistorias nos quintais. Nosso apelo também inclui as associações de moradores no sentido de fazer ações em seus territórios. A colaboração de todos é mais que necessária, é urgente”, destaca.