Conselho Deliberativo do Consamu debate ajustes orçamentários

Publicado por marcio.pimentel , Sex, 19/06/2026 11:30
  • Medidas visam conter despesas e preservar a qualidade dos serviços prestados à população sem aumento da contribuição dos municípios
    Medidas visam conter despesas e preservar a qualidade dos serviços prestados à população sem aumento da contribuição dos municípios
  • Medidas visam conter despesas e preservar a qualidade dos serviços prestados à população sem aumento da contribuição dos municípios
    Medidas visam conter despesas e preservar a qualidade dos serviços prestados à população sem aumento da contribuição dos municípios
  • Medidas visam conter despesas e preservar a qualidade dos serviços prestados à população sem aumento da contribuição dos municípios
    Medidas visam conter despesas e preservar a qualidade dos serviços prestados à população sem aumento da contribuição dos municípios
  • Medidas visam conter despesas e preservar a qualidade dos serviços prestados à população sem aumento da contribuição dos municípios
    Medidas visam conter despesas e preservar a qualidade dos serviços prestados à população sem aumento da contribuição dos municípios

 

O prefeito de Toledo, Mario Costenaro, participou na manhã desta sexta-feira (19). da reunião do Conselho Deliberativo do Consórcio de Saúde dos Municípios do Oeste do Paraná (Consamu), realizada na sede da entidade, em Cascavel. O encontro reuniu prefeitos e representantes dos municípios consorciados para discutir medidas de ajuste orçamentário e controle de despesas, com o objetivo de manter o equilíbrio financeiro do consórcio e evitar a necessidade de ampliação dos aportes municipais até o final do ano. 

 

Entre os principais temas debatidos esteve a macrorregulação da Central de Leitos, conforme explicou o presidente do Consamu e prefeito de Corbélia, Thiago Stefanello, e integrantes do corpo administrativo do consórcio. Segundo os gestores, a contrapartida financeira do Governo do Estado não tem sido suficiente para cobrir os custos gerados pelo sistema, especialmente em relação às transferências de pacientes para unidades de saúde localizadas em municípios mais distantes. 

 

Apenas nos primeiros cinco meses de 2026, as viagens de longa distância representaram um custo adicional de aproximadamente R$ 135 mil, principalmente em função do aumento das horas extras das equipes. Outro ponto levantado foi a realização de transportes relacionados a atendimentos clínicos e psiquiátricos, serviços que não integram a responsabilidade direta do Consamu, mas que acabam impactando as despesas operacionais do consórcio.

 

Medidas – Diante do cenário apresentado, o Conselho Deliberativo definiu uma série de medidas para contenção de gastos. Entre elas, a implantação de teto para horas extras, a concessão apenas da reposição salarial aos servidores e a adoção de mecanismos mais rigorosos de controle financeiro e operacional.

 

Também ficou encaminhada a criação de um grupo técnico formado pelos secretários municipais de saúde que, nos próximos 15 dias, deverá avaliar o modelo atual de regulação de leitos e propor alternativas para otimizar os fluxos e reduzir os custos gerados pelas transferências de pacientes. Além disso, será colocado em prática um plano de contingenciamento que prevê ações voltadas ao controle das horas extras, acompanhamento rigoroso da manutenção da frota e maior fiscalização sobre a emissão de empenhos e demais despesas administrativas. De acordo com os dados apresentados durante a reunião, o impacto financeiro estimado das medidas necessárias para reequilibrar as contas do consórcio é de R$ 1.474.896,30.

 

Responsabilidade – Para o prefeito Mario Costenaro, o momento exige responsabilidade na gestão dos recursos públicos sem comprometer a assistência prestada à população. “Os municípios enfrentam desafios cada vez maiores na área da saúde e precisamos agir com planejamento e responsabilidade fiscal. O objetivo dessas medidas é garantir a sustentabilidade financeira do Consamu, preservando a qualidade dos serviços e o atendimento à população, sem transferir novos custos aos municípios”, destacou.

 

Costenaro – que foi acompanhado dos secretários de Saúde (Adriane Monteiro) e Comunicação (Márcio Pimentel) – ressaltou ainda que o equilíbrio das contas públicas é uma condição indispensável para a continuidade dos investimentos e para a manutenção dos serviços essenciais. “Estamos trabalhando para encontrar soluções técnicas e eficientes. É fundamental controlar despesas, corrigir distorções e buscar maior eficiência operacional, sempre com o compromisso de manter a qualidade do atendimento e assegurar que os recursos públicos sejam aplicados da melhor forma possível”, completou.