Início de curso de português encerra em grande estilo Semana do Migrante

Publicado por jose.seide , Seg, 22/06/2026 18:12
  • Composta por duas turmas e 50 alunos, iniciativa da SDHS, da PUCPR e da Cáritas Diocesana começou no último sábado (20), no câmpus Toledo da universidade
    Composta por duas turmas e 50 alunos, iniciativa da SDHS, da PUCPR e da Cáritas Diocesana começou no último sábado (20), no câmpus Toledo da universidade
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  • Composta por duas turmas e 50 alunos, iniciativa da SDHS, da PUCPR e da Cáritas Diocesana começou no último sábado (20), no câmpus Toledo da universidade
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  • Composta por duas turmas e 50 alunos, iniciativa da SDHS, da PUCPR e da Cáritas Diocesana começou no último sábado (20), no câmpus Toledo da universidade
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  • Composta por duas turmas e 50 alunos, iniciativa da SDHS, da PUCPR e da Cáritas Diocesana começou no último sábado (20), no câmpus Toledo da universidade
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    Composta por duas turmas e 50 alunos, iniciativa da SDHS, da PUCPR e da Cáritas Diocesana começou no último sábado (20), no câmpus Toledo da universidade

 

A Semana do Migrante em Toledo foi encerrada, no último sábado (20), com o início de duas novas turmas do curso de português voltado à população migrante. A iniciativa é promovida pela Secretaria de Desenvolvimento Humano e Social: Infância, Juventude, Pessoa Idosa e Família (SDHS), em parceria com a Cáritas Diocesana de Toledo e a Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR).

As novas turmas, ambas de nível básico, reúnem 50 alunos de quatro nacionalidades: bengali, cubana, haitiana e venezuelana. As aulas acontecem aos sábados, no câmpus Toledo da PUCPR, sendo uma turma no período da manhã e outra à tarde. O curso terá carga horária total de 40 horas-aula, distribuídas em 10 encontros semanais de quatro horas cada.

Segundo a coordenadora de Políticas para Migrantes e Outros Grupos Vulnerabilizados da SDHS, Kessi Rudek, a proposta do curso é contribuir para a inclusão social, ampliar a autonomia dos participantes e facilitar o acesso a serviços, oportunidades de trabalho e à convivência cotidiana na cidade. “A abertura periódica dessas turmas de português é algo que realizamos com muito orgulho. Em se tratando de Semana do Migrante, isso é algo que ganha um significado ainda maior”, comentou. “O início de mais um ciclo reitera nossa missão contínua de promover a integração dos migrantes à nossa cultura. A língua é a base para a autonomia, e manter esse projeto vivo ano após ano é o que permite transformar o acolhimento inicial em verdadeiro pertencimento”, pontuou.

Celebração e oficinas – O início das atividades do curso de português para migrantes ocorreu um dia após o Dia Nacional do Migrante, celebrado em 19 de junho, e marcou o encerramento de uma semana dedicada à valorização e ao fortalecimento das políticas públicas voltadas a este público. A programação teve início na quarta-feira (17), com uma celebração inter-religiosa realizada no Auditório Acary Oliveira, anexo ao Paço Municipal Alcides Donin. O encontro reuniu lideranças religiosas, migrantes de dez nacionalidades e autoridades locais em um momento de integração e convivência.

Na quinta e sexta-feira (18 e 19), o Centro da Juventude (CJU) Mariana Luiza Von Borstel, no Jardim Coopagro, recebeu três oficinas direcionadas a servidores públicos de diferentes áreas. Os temas abordados foram “Atenção à saúde da população migrante”, destinada a profissionais da Secretaria de Saúde; “Desafios e estratégias para o acolhimento de estudantes migrantes no contexto escolar”, voltada a servidores da Secretaria da Educação; e “Violência contra a Mulher: desafios culturais e estratégias de intervenção”, direcionada aos profissionais da assistência social.

Seminário – O ponto central da programação ocorreu na manhã de sexta-feira (19), com a realização do seminário “Inclusão da Pessoa Migrante na Sociedade”, no Auditório Dom Anuar Battisti, no câmpus Toledo da PUCPR. O encontro reuniu estudantes, profissionais, representantes de instituições públicas, integrantes da comunidade acadêmica e membros da sociedade civil para debater desafios e oportunidades relacionados à inserção e à participação plena da população migrante na comunidade local.

Para Kessi, o tema do evento – “Chegar, Viver, Pertencer” – sintetiza as diferentes etapas da experiência migratória e o objetivo maior das políticas de acolhimento desenvolvidas no município. “O chegar é o acolhimento inicial e o viver é a batalha do dia a dia. Mas o nosso verdadeiro objetivo é o pertencer: garantir que o migrante não apenas ocupe um espaço, mas se sinta parte real, acolhida e valorizada da nossa comunidade”, explicou a coordenadora.

Após a abertura oficial, que contou com a participação de diversas autoridades, a professora do curso de Psicologia da PUCPR Ana Beatriz Francisco de Melo ministrou a palestra “Processos de adaptação a novos espaços e culturas”. Na sequência, após o coffee break, foi realizada a roda de conversa “Histórias de Migração: Relatos de experiências de vida, desafios e conquistas”, conduzida pela professora e empresária Ruth Nicolas e pelo advogado Pierre Bruny, ambos haitianos residentes no Brasil há vários anos.

Abertura – A solenidade de abertura foi antecedida por uma apresentação do Coral da Associação Social São Vicente de Paulo, que interpretou músicas relacionadas à temática da mobilidade humana e às influências culturais que ajudaram a formar a identidade brasileira. Participaram da apresentação crianças atendidas pela entidade, sob regência da maestrina Keila e acompanhamento do tecladista Gustavo. 

Para a frente de honra foram chamados as autoridades presentes no evento. É o caso do presidente da Câmara Municipal de Toledo, vereador Gabriel Baierle; da secretária de Desenvolvimento Humano e Social, Sheila Maria Rodrigues Delava; e do padre André Boffo Mendes, representante da Cáritas Diocesana de Toledo.

Em sua fala, Sheila pontuou que o encontro buscou ampliar a compreensão sobre as experiências vivenciadas pela população migrante e estimular a construção de uma sociedade mais inclusiva, fraterna e solidária. “Nosso objetivo hoje é promover um espaço de escuta, aprendizado e diálogo, buscando compreender melhor os processos de adaptação vividos pelos migrantes”, salientou a secretária. “Por trás de toda a migração, existe uma história, uma família, sonhos e desafios”, ressaltou.

Segundo o presidente da Câmara, o crescimento da população migrante no município reforça a necessidade de fortalecer políticas públicas que promovam a integração e a convivência intercultural. “Nós precisamos estar preparados para recebê-los e também para ajudá-los a adaptá-los à nossa cultura, mas sempre respeitando a cultura deles”, ponderou Baierle. “Desejo que toda a população do nosso planeta seja recebida em qualquer território com respeito e com dignidade”, exortou.

Padre André observou que o seminário foi concebido como um espaço de reflexão coletiva e diálogo entre diferentes segmentos da sociedade, reunindo instituições comprometidas com a promoção da dignidade humana e da convivência intercultural. “É uma alegria receber autoridades, estudantes, profissionais, lideranças religiosas, migrantes e membros da comunidade para esse momento de reflexão e também de diálogo”, celebrou. “Instituições comprometidas com a promoção da dignidade humana e da convivência intercultural são fundamentais para um mundo mais justo e fraterno”, acrescentou.