A Secretaria de Desenvolvimento Humano e Social: Infância, Juventude, Pessoa Idosa e Família (SDHS), em parceria com a Cáritas Diocesana de Toledo e a Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR/câmpus Toledo), realizou na manhã de sábado (13) a cerimônia de formatura da sexta edição da Escola de Língua Portuguesa para Migrantes. A solenidade ocorreu no auditório da universidade, que cedeu o espaço para o evento.
O curso teve duração de três meses, com 40 horas de atividades distribuídas em 10 encontros. Nesta edição foram certificadas 57 pessoas das turmas básica e intermediária. Sob a coordenação da responsável pelo Departamento de Políticas para Migrantes e Grupos Vulnerabilizados da SDHS, Kessi Rudek, a capacitação teve as aulas ministradas pela professora Ruth Marie Nicolas.
A secretária de Desenvolvimento Humano e Social, Sheila Delava, ressaltou que o atendimento aos migrantes integra as ações desenvolvidas pela SDHS e destacou a importância das parcerias para ampliar o alcance dos serviços públicos. Segundo ela, atua em diferentes áreas voltadas à população e depende da atuação conjunta com instituições e entidades para atender às demandas existentes. “Quando nós unimos poder público, associações, sociedade civil, movimentos, ONGs [organizações não governamentais] e universidades, todos têm a ganhar. Facilita para todos”, declarou.
O presidente executivo da Cáritas Diocesana de Toledo, padre André Boffo Mendes, destacou o trabalho desenvolvido pela entidade em prol dos migrantes e a importância da escola de língua portuguesa. Ele afirmou que o projeto se consolidou ao longo das edições realizadas e permitiu ampliar a atuação da instituição no atendimento a este público. “A escola, hoje, em sua sexta turma formada, com 375 inscritos neste período, nos trouxe expertise e garra para desenvolver novas práticas e também atrair importantes parceiros”, afirmou.
O diretor da PUCPR/Toledo, Ricardo Lopes, destacou o significado da formação para os participantes e a importância do aprendizado da língua portuguesa no processo de adaptação ao país. Ele observou que a conclusão do curso representa mais do que o domínio de um novo idioma, estando relacionada às trajetórias pessoais dos migrantes e à construção de novas oportunidades. “A língua é um elemento que nos permite trabalhar, estudar, fazer amigos, pedir ajuda, expressar sentimentos, defender os seus direitos e construir pertencimento”, afirmou.
Integração Cidadã - Após a cerimônia de certificação, os participantes acompanharam, no período da tarde, as atividades do projeto Integração Cidadã: Direitos, Deveres e Convivência Social. A programação abordou temas relacionados às leis trabalhistas brasileiras, aspectos culturais e interculturais da violência contra a mulher, relações de gênero, papéis sociais e barreiras à denúncia, além da rede de serviços públicos de atendimento e proteção social disponíveis em Toledo.
Também foram repassadas informações sobre a proteção da criança e do adolescente e o funcionamento do Conselho Tutelar. Os participantes das atividades da tarde também receberão certificação emitida pela SDHS.
De acordo com Kessi, a iniciativa busca ampliar o acesso à informação para a população migrante. “A atividade tem como objetivo promover o acesso à informação para os migrantes, fortalecer a cidadania e contribuir para a garantia de direitos, especialmente junto ao público atendido pelos serviços socioassistenciais”, destacou a coordenadora.