28 de Novembro de 2013 at 17:16h

7ª Oficina do APSUS irá debater protocolos de atendimento para dengue e tuberculose

 A Secretaria de Saúde de Toledo divulgou, na quinta-feira (27), o calendário da 7ª Oficina do Programa de Qualificação da Atenção Primária à Saúde (APSUS), que nesta edição tem o tema ‘Vigilância em Saúde na Atenção Básica’.  Os encontros acontecem na Escola de Administração Pública Municipal, junto à Secretaria Municipal de Educação (SMED), e começam na próxima terça-feira (03/12) seguindo até o dia 19 de dezembro. Ao todo, mais de 600 profissionais da saúde participam das atividades ministradas por tutores da 20ª Regional de Saúde.

 O objetivo do APSUS é contribuir para o desenvolvimento das competências do corpo técnico gerencial da Atenção Primária à Saúde (APS), para que cada equipe possa realizar a programação local para o atendimento da população sob sua responsabilidade. Para esta sétima etapa, a meta é contribuir para o desenvolvimento de competência do corpo técnico e gerencial para que cada equipe possa realizar ações de vigilância em saúde relacionadas à dengue e à tuberculose.

 De acordo com a assessora especial de Saúde, Denise Campos, a dengue é um problema recorrente há vários anos e sempre se orienta muito sobre a prevenção, porém, as unidades básicas de saúde recebiam pouca informação sobre o diagnóstico e o tratamento do problema. “Precisamos de um protocolo porque é uma situação que aflige as pessoas principalmente neste período. Esta oficina vai trazer orientações sobre o manejo clínico da dengue, que é como este paciente vai ser recebido e dado os encaminhamentos”. Denise ainda lembrou que a Oficina tem o objetivo de aproximar a Coordenação de Controle e Combate às Endemias dos trabalhos junto à rede de Atenção Básica.

 Segundo a tutora do APSUS em Toledo, Valdenice Souza, outro protocolo que será debatido é o do atendimento dos pacientes com tuberculose, que também precisam ser acolhidos nas unidades básicas de saúde. “É um problema crônico, de difícil manejo, mas que precisa ser enfrentado”. Valdenice ainda lembrou serão detalhadas, nesta oficina, apenas estes dois problemas devido ao tempo. “A ideia é que a UBS trabalhe com todas as doenças em seu território. Estas duas foram elencadas para que possamos entender como cada local vai desenvolver os cuidados em sua área de abrangência”, comentou.

Funcionamento dos setores durante o APSUS

 A Secretaria de Saúde também divulgou as datas em que cada unidade de saúde participará da 7ª Oficina do APSUS, permanecendo sem atendimento à população. Na quarta-feira (04/12), a atividade envolve a UBS Santa Clara IV. A UBS da Vila Industrial na quinta-feira (05/12). Na sequência, na sexta-feira (06), é a vez das UBS do Jardim Maracanã. Na segunda-feira (09/12) os servidores municipais das unidades de Novo Sobradinho e Vila Nova participam da Oficina.

 Na quarta-feira (11) as UBS’s Jardim Pancera, Dez de Maio, Novo Sarandi e a Unidade Volante. No dia 12, quinta-feira, Jardim Concórdia, Concórdia do Oeste, Boa Vista, Vila Ipiranga, Dois Irmãos e São Luiz do Oeste terão suas UBS’s fechadas. Na sexta-feira (13), o Centro de Saúde e, fechando a programação da 7ª Oficina, os servidores da UBS São Francisco receberão a formação na segunda-feira (19/12).

 Em outros setores, como a Vigilância Sanitária, Núcleo Integrado de Saúde (NIS) Doutor Jorge Nunes, Controle e Combate às Endemias, Farmácia Escola, Central de Especialidades, Centros de Atenção Psicossocial, motoristas e Saúde Mental, o atendimento continuará normalmente já que os servidores irão participar distribuídos nestas datas para que os serviços não sejam interrompidos.

Vigilância em Saúde

 A Vigilância em Saúde constitui-se em um processo contínuo e sistemático de coleta, consolidação, análise e disseminação de dados sobre eventos relacionados à saúde, visando o planejamento e a implementação     de medidas de saúde pública para a proteção da saúde da população, a prevenção e controle de riscos, agravos e doenças, bem como para a promoção da saúde.

 O termo vigilância surgiu no contexto da saúde pública no final do século XIX, com o desenvolvimento da microbiologia e de saberes sobre a transmissão de doenças infecciosas, e está historicamente relacionado aos conceitos de saúde e doença vigentes em cada época e lugar, às práticas de atenção aos enfermos e aos mecanismos adotados para impedir a disseminação das doenças.

 A denominação atual de Vigilância em Saúde reflete a evolução desse conceito pela incorporação de novas práticas, que confluíram para uma abordagem mais abrangente que a tradicional prática de vigilância epidemiológica vigente no Brasil desde a década de 70.