Na quarta-feira (04), a Projeto Florir Toledo recebeu a visita de integrantes do Centro da Juventude de Cascavel para a realização de Oficinas de Grafite e Hip Hop. A ideia da ação surgiu dos próprios jovens, depois da interação que tiveram durante a Expedição do Rio São Francisco e no Cultivando Água Boa 2013, realizados em novembro pela Itaipu Binacional em parceria com as prefeituras. A ação também envolveu a prática da Educomunicação.
Segundo o coordenador do Projeto Florir Toledo, Oséias Soares dos Santos, além dos cascavelenses virem para Toledo e ensinarem suas atividades, os jovens do Florir também vão à Cascavel para repassar os conhecimentos sobre paisagismo e jardinagem, ainda em 2013. “É uma grande oportunidade para a interação, fortalecimento de vínculos e troca de conhecimentos. Uma experiência única e muito importante para eles”. Oséias ressaltou uma ação como essa, é essencial para o desenvolvimento social e humano dos alunos. “Além de abrir um precedente para mostrar o trabalho, essa prática proporciona o protagonismo juvenil que buscamos, onde jovem ensina jovem, além da motivação e da experiência”, comentou.
A secretária municipal de Assistência Social e Proteção à Família, Ineiva Terezinha Louzada, afirmou que as oficinas e a visita fazem parte dos programas de ações sociais realizadas pela secretaria. “Dessa forma incentivamos a convivência harmoniosa entre os jovens e adolescentes, contribuindo para o desenvolvimento e na construção da cidadania desses jovens”. Ineiva também ressaltou que esse tipo de atividade funciona como uma forma de incentivo ao respeito entre as culturas e em relação às diferenças.
Para o aluno do Florir, Paulo Henrique Mendes, de dezesseis anos, que participou da oficina de grafite, foi uma experiência inovadora. “Além de aprender um pouco mais sobre o que a cultura do Grafite e do Hip Hop envolve, estamos dando um novo ar e estilo ao Florir e isso é muito agradável”. Outra freqüentadora do Florir, Mirelle Espinola, 14 anos, é muito importante fortalecer os vínculos e a aprender coisas novas. “Vai ser muito bom também, repassar o que sabemos sobre a jardinagem e paisagismo para eles, lá em Cascavel. Nos sentimos muito bem quando aprendemos e também ensinamos, e isso a gente leva pra vida toda”, afirmou.
Eduardo Scorteganha, 20 anos, o “Du2”, foi quem ministrou a oficina de grafite. Ele comentou a importância da troca de experiências. “É como se fosse um permute de culturas. As idéias deles, somando com as nossas e promovendo a interação”. Eduardo, que pratica o grafite há oito anos, salientou ainda que essa arte possibilita a abertura de novos caminhos aos jovens. “É muito bom, porque vai muito além do lazer. O grafite é uma arte que o jovem se identifica, desperta a criatividade, proporcionando a interação social e que pode transmitir uma mensagem. Se utilizarmos o grafite para transmitir a mensagem de preservação e pequenos cuidados em relação ao meio ambiente, teremos grandes resultados, e esse é nosso objetivo”, concluiu.
Na oficina de Hip Hop, o professor Jeferson Sousa, do Centro da Juventude de Cascavel, comentou que na troca de experiências, há muito aprendizado. “É uma oportunidade de todos irem além e conseguir novos horizontes, e a melhor forma que somos fortes quando estamos juntos. Repassamos o conceito de persistência, e incentivamos a interação”, comentou. Em relação ao projeto Florir, Jeferson exaltou o profissionalismo dos jovens. “É um trabalho muito bom, de profissional o que eles fazem. Estamos ansiosos para recebê-los em Cascavel, para ensinarem as técnicas e transmitirem os conhecimentos”, disse.
