30 de Dezembro de 2013 at 17:38h

Prefeitura contrata capacitação aos servidores para implantação do sistema de Manchester

Na segunda-feira (30) o prefeito Beto Lunitti, juntamente com o secretário de Saúde, Edson Simionato, realizou a assinatura para contratação de empresa com o intuito de capacitar os servidores municipais que atuam na urgência e emergência das unidades de saúde de Toledo. O curso visa à implantação do sistema Manchester de classificação de risco no município, para atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e compreende uma das propostas de governo da atual gestão.

A capacitação será realizada em duas etapas, por meio do grupo Brasileiro de Classificação de Risco (GBCR) na Escola de Governo. Ao todo serão 36 horas de curso, com investimento público de mais de R$ 20 mil na primeira etapa, com 12 horas e mais de R$18 mil na segunda etapa com 24 horas, somando quase R$ 40 mil no total.

Segundo Simionato, a medida visa à melhoria dos atendimentos do município. “Esse protocolo deverá fazer a classificação por gravidade, para que os atendimentos com mais urgência sejam realizados prioritariamente. São cinco cores, sendo a vermelha a classificação mais grave e a azul o menos urgente”. Entre os avanços destaca-se a padronização do atendimento nas unidades de saúde. “Queremos que a partir dessa capacitação dos servidores, os pacientes possam, ao chegar às unidades, serem classificados após o acolhimento, de forma que além de receber o atendimento dentro da gravidade da situação, o paciente possa ter noção do tempo médio de espera”, explicou.

O método, que surgiu na cidade britânica de Manchester já é reconhecido mundialmente por sua eficácia e tem sido adotado por diversas cidades brasileiras, dentro do Sistema Único de Saúde. “Em médio prazo podemos ter uma diminuição no número de sequelas graves nos atendimentos de urgência, pois os pacientes receberão o atendimento prioritário para os casos com mais gravidade”.

Protocolo de Manchester

O protocolo de Manchester classifica, após uma triagem baseada nos sintomas, os doentes por cores, que representam o grau de gravidade e o tempo de espera recomendado para atendimento. Aos doentes com patologias mais graves é atribuída a cor vermelha, atendimento imediato; os casos muito urgentes recebem a cor laranja, com um tempo de espera recomendado de dez minutos; os casos urgentes, com a cor amarela, têm um tempo de espera recomendado de 60 minutos. Os doentes que recebem a cor verde e azul são casos de menor gravidade (pouco ou não urgentes) que, como tal, devem ser atendidos no espaço de duas e quatro horas.

O programa recebeu este nome porque foi aplicado pela primeira vez em 1997 na cidade britânica de Manchester. Esta triagem foi rapidamente implementada em vários hospitais do Reino Unido. Em Portugal, são poucos os hospitais que ainda não utilizam este sistema, que já está sendo empregado em outros países da Europa, como Espanha, Holanda, Alemanha e Suécia. Já o Grupo de Triagem de Manchester foi formado em 1994, com o intuito de estabelecer um consenso entre médicos e enfermeiros dos Serviços de Urgência a fim de criar normas de triagem.