07 de Março de 2014 at 15:59h

Vereadores acompanham explanação sobre a reestruturação da saúde e aprovam mudanças

Na quinta-feira (06) a Administração Municipal, por meio da Secretária de Saúde, explanou aos vereadores a reestruturação dos serviços municipais de saúde, a partir da próxima segunda-feira (10). No encontro foi explicada a ampliação do atendimento das Unidades Básicas de Saúde (UBS’s) do município, bem como a reestruturação do Núcleo Integrado de Saúde Doutor Jorge Nunes, o Mini Hospital, que a partir da abertura da Unidade de Pronto Atendimento Doutor José Ivo Alves da Rocha, a UPA da Vila Becker, passará a oferecer os serviços de uma UBS e será também um centro de apoio para as demais unidades básicas dos bairros.

As mudanças, explanadas pelo prefeito Beto Lunitti e pela secretária de Saúde Denise Campos, foram ouvidas pelos representantes legislativos municipais que aprovaram os projetos que contemplam horários estendidos nas UBS’s do Jardim Porto Alegre e da Vila Industrial, que tem o atendimento das 7h às 13h, e passarão a atender das 7h às 19h, e no Jardim Coopagro, onde a prestação de serviços ocorria das 7h às 19h e será estendido até as 22h. Em outras unidades, como as de Vila Nova, Novo Sarandi, Novo Sobradinho, Santa Clara IV e Unidade Volante, as consultas serão redistribuídas.

Beto Lunitti informou que as alterações apresentadas durante o encontro foram possibilitadas pelo esforço do assessor especial em Saúde, Edson Simionanto, quando ainda ocupava a função de secretário de saúde, ao buscar, junto ao Ministério da Saúde (MS), a inclusão de Toledo no Programa de Valorização dos Profissionais da Atenção Básica (PROVAB), o que permitiu que na quinta-feira (06), o município anunciasse a chegada de 19 médicos e três enfermeiros. “Temos que enaltecer a disposição do Edson (Simionato) que no início de 2013 se dirigiu à Brasília, no Distrito Federal, de carro, já que ainda não tínhamos licitação para passagens aéreas, para colocar Toledo no rol dos municípios interessados em aderir ao PROVAB. Todo este nosso trabalho de reestruturação dos serviços de saúde só foram possibilitados a partir desta intervenção”, explicou.

Presente no evento, o pastor da Igreja Batista do Calvário, José Marcelo dos Santos, salientou a importância do encontro para que não sejam divulgadas informações errôneas. “Gostaria de parabenizar a Administração Municipal pela iniciativa, pois estou aqui devido às informações que chegaram até as minhas ‘ovelhas’. Represento aproximadamente 500 fiéis que estavam preocupados com o que foi divulgado sobre o fechamento do Mini Hospital. Pessoas más intencionadas criaram pânico junto à sociedade”. O pastor Marcelo ainda lembrou que os cidadãos receberam notícias equivocadas e acrescentou que quem divulgou estas notícias prestou um desserviço às comunidades. Ao final, ele complementou sua fala afirmando que as comunidades deverão se adaptar a busca pelos atendimentos na UPA, da mesma forma com que hoje os munícipes de outras regiões da cidade e do interior têm que se deslocar até a Vila Pioneira. Marcelo ainda destacou que será um ganho para os moradores da Pioneira a instalação de uma UBS.

O vereador Tita Furlan corroborou o discurso sobre o planejamento da Secretaria de Saúde lembrando que entre 2001 e 2004 houve uma luta para que fossem instaladas, pelo menos, cinco equipes da Estratégia Saúde da Família (ESF) em Toledo. “Felizmente esta gestão entendeu esta necessidade e promove esta quebra de paradigma. As antigas administrações, ao invés de prevenir, preferiram aplicar a medicina curativa, o que nos levou a termos, segundo os dados apontados aqui nesta explanação, 9.700 pessoas sendo atendidas no Mini Hospital”, comentou.

Desde o início do mandato, a Secretaria da Saúde trabalha com a meta de, até o final de 2016, possuir 30 equipes de ESF atuando no município.

Mudanças no NIS/Mini Hospital

Sobre as observações do vereador Neudi Mosconi relacionadas à transformação do Mini Hospital, em um Hospital de pequeno porte, Denise que é servidora municipal, com mais de vinte anos de serviços prestados à Secretaria de Saúde, reafirmou que existem diversos entraves para que isto aconteça. Segundo ela, nunca houve uma preocupação, por parte das antigas gestões em transformar aquele espaço em um Hospital. “Se existisse essa vontade ele seria registrado no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde, como um hospital de pequeno porte. O Mini Hospital não tem uma identidade, conforme o relatório de inspeção da Vigilância Sanitária que nos obriga a determinar uma característica para aquela unidade seja como centro de saúde, ou UBS, ou até mesmo uma unidade de pronto atendimento”.

Denise ainda completou que para que o local fosse transformado em um hospital, às adequações teriam que ser imensas, para que ele se adequasse a um atendimento qualificado de urgência e emergência. “Eu não daria para a minha população um serviço como aquele só para receber voto. Eu acho confio e acredito no que estou fazendo eu preciso. Tenho convicção de que dentro da unidade de pronto atendimento com a qualidade de serviço que nós vamos fornecer com os equipamentos, nós vamos dar um serviço de qualidade para toda a população, porque nós temos condições para isso. Agora, um hospital municipal, aí depende de outras coisas, não depende somente de nós”, finalizou.

Vereadores se mostram favoráveis as mudanças

Os demais vereadores presentes se manifestaram favoráveis as alterações e puderam expor suas opiniões. Rogério Massing pediu que, com a chegada dos novos médicos, os distritos tenham profissionais durante um período maior. “Que o médico, ao invés de atender apenas um número determinado de consultas, permaneça pelo menos uma manhã, ou uma tarde, para que as pessoas tenham a certeza que o atendimento está acontecendo”, solicitou. Denise informou que esta proposta vem sendo estudada e que já está sendo providenciado, para as unidades de saúde do interior, o registro de ponto por meio de biometria.

O vereador Lúcio de Marchi, que reside na Vila Pioneira, afirmou que havia um sonho do município possuir duas unidades de pronto atendimento, entretanto o legislador reconheceu a impossibilidade desta ação. “Vamos torcer para que a população tenha sempre um bom atendimento. Observando estes dados, percebemos que está é uma decisão acertada”, ponderou. O presidente da Camara, Adriano Remonti, afirmou que a transformação do tem sido amplamente discutido na Casa de Leis e o entendimento dos vereadores é de que esta é uma solução para o alto número de atendimentos no Mini Hospital.

Aprovação do Ministério Público

O prefeito Beto Lunitti também lembrou que todas as ações foram discutidas e ajustadas junto ao Ministério Público. “Nosso processo foi conduzido de forma técnica, sem nenhum ‘achismo’ nas decisões que estão sendo tomadas”. O gestor municipal lembrou que as mudanças serão profundas e que não existe de sua parte medo do ônus político que ela possa causar. “Vamos produzir políticas de saúde permanentes e que vão mudar a história do nosso município e tudo feito com o aval da Promotoria Pública, que tem participado das discussões, e da equipe de Governo”, finalizou.