23 de Mai de 2014 at 15:07h

Secretaria de Saúde realiza Campanha de Combate à Hanseníase em todas as UBS’s na segunda-feira

A Secretaria de Saúde realiza, na segunda-feira (26), uma Campanha de Combate à Hanseníase em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS’s). A ação é motivada pela Coordenação Estadual do Programa de Combate à Hanseníase e deve ocorrer em todos os municípios do Paraná. Em Toledo estão programadas diversas atividades de divulgação da doença, como palestras, panfletagem, entre outras. O município é referência no tratamento e trabalha para diminuir o número de casos e elevar os diagnósticos precoces.

Segundo a secretária de Saúde, Denise Campos, o objetivo é que a partir das informações, a comunidade fique atenta aos sintomas. “A população deve estar atenta às manchas avermelhadas ou esbranquiçadas na pele, com alteração de sensibilidade e em casos de dúvida procure um profissional de saúde na UBS mais próxima, para que seja orientado”. Além dos dados clínicos, existem exames específicos para a confirmação do caso. Dentre eles estão a baciloscopia e a biópsia.

A partir da confirmação do caso o tratamento é definido, podendo ser de seis a 12 meses. Em Toledo, uma equipe de referência atende os casos de Hanseníase anexo ao Núcleo Integrado de Saúde Doutor Jorge Nunes, o Mini Hospital. “Nossa equipe é composta por uma médica infectologista, uma enfermeira, um fisioterapeuta e uma técnica de enfermagem. Somos responsáveis por atender esses pacientes durante todo o tratamento, acompanhando a evolução dos casos”, comentou a coordenadora da equipe, enfermeira Carla Elisabete Huppes de Souza.

Em 2011, Toledo registrou 33 casos de Hanseníase. Em 2012 o número teve uma queda expressiva e passou para 16 casos. No último ano foram 19 casos no total. E atualmente já foram registrados 10 casos desde o início de 2014. “Nosso objetivo é diagnosticar precocemente os casos, evitando assim as sequelas e dando melhor qualidade de vida ao paciente” salientou Carla.

Hanseníase

A hanseníase é uma doença infecto-contagiosa que afeta a pele e nervos periféricos. É causada pelo Micobacterium leprae e é transmitida por pacientes que eliminam os bacilos pelas vias aéreas, dependendo do contato prolongado com o doente e da suscetibilidade do indivíduo, por isso os familiares do doente também devem passar por avaliação. O período de incubação da doença é de três a cinco anos.