Fortes chuvas provocaram estragos em Toledo e região, porém o município foi um dos menos atingidos no estado. O tempo chuvoso com tempestades levou 77 municípios do Paraná a decretar estado de emergência, com cerca 55 mil pessoas afetadas. Em Toledo, o trabalho conjunto das Secretarias Municipais de Habitação e Urbanismo, Meio Ambiente, Segurança e Trânsito e Infraestrutura Rural, juntamente com a Empresa de Desenvolvimento Urbano e Rural de Toledo (Emdur), e a Defesa Civil evitaram maiores desastres. Interdição de vias e atendimento a população estão sendo realizados desde o início das chuvas. Somente no sábado (07) foram registrados no município 120 milímetros de chuva e no domingo (08) 90 milímetros.
A área rural foi uma das mais atingidas em Toledo. No Distrito de Xaxim, ventos de mais de 50 quilômetros por hora impossibilitaram a realização da Festa do Leitão Desossado à Xaxim, marcada para o último domingo. Na ocasião o prefeito Beto Lunitti esteve no local vistoriando os estragos e os primeiros serviços do município. “Toda a estrutura preparada para a festa acabou sendo danificada, mas os porcos foram assados e comercializados. Assim como neste caso estamos acompanhando todos os estragos no município para tomarmos medidas urgentes de solução”.
No distrito de Vila Nova e Novo Sobradinho a chuva causou a interrupção de energia e sinal de telefonia. Próximo a área urbana a Estrada Rural Narciso Antônio Casarotto, conhecida como estrada da Usina, ficou alagada pela enchente do Rio São Francisco. No Clube Caça e Pesca cerca de 20 stands foram inundados, inclusive o da Prefeitura de Toledo. “Próximo às 00h foi o momento mais crítico. Tivemos bastante prejuízo, pois a água chegou até o depósito de carvão e alagou muitos stands e dois tanques de peixes. Vamos ter que fazer uma limpeza geral”, afirmou o administrador do Clube, Nelson Cornelius. Além disso, alguns bairros sofreram rápidas queda de energia.
Os principais casos são decorrentes de problemas estruturais que se arrastam a mais de 20 anos no município, com intervenção por parte de alguns prefeitos, mas que não deu resolutividade suficiente. “Nós já agimos em bairros críticos e estamos realizando um estudo técnico para agir da melhor forma possível e evitar novas situações, afinal, não podemos evitar a ação da natureza, mas temos o dever de precaver desastres que atinjam nossa população”, afirmou o prefeito ao destacar que o município foi um dos menos atingidos no estado.
Segundo o secretário de Habitação e Urbanismo, a colaboração da população é essencial. “Na estrada da Usina, onde realizamos a interdição da via, um veículo enfrentou o alagamento e acabou ficando preso. O Corpo de Bombeiros retirou a família do local. Por isso reforçamos a orientação para que a população obedeça à sinalização dos órgãos competentes que visam manter a segurança da população”, salientou.
Januário também lembrou que a Prefeitura, por meio dos órgãos competentes realiza desde o início de 2013 estudos para solucionar os problemas. “Precisamos intervir no curso do Rio São Francisco e estamos estudando as possibilidades para solucionar a questão junto ao Instituto Ambiental do Paraná (IAP)”, afirmou.
Segundo a metereologista do Clima Tempo, Aline Tochio, para os próximos dias não há previsão de chuvas fortes. “Se houver chuva, provavelmente na noite de terça-feira, será isolada e fraca. Nada comparado ao fim de semana na região”. A em caso de emergência a população deve entrar em contato com a Defesa Civil pelo telefone 153 3378-8500 ou com o Corpo de Bombeiros pelo 193.
Investimentos
Apesar do grande volume pluviométrico do fim de semana, esta foi uma das situações com menos ocorrências na área urbana da cidade. Segundo o secretário de Habitação e Urbanismo, Igor Januário, o motivo foram as diversas obras de infra-estrutura realizadas para solucionar os problemas ocasionados pela falta de galerias, construção de falsas bocas de lobo e sistema ineficiente de drenagem da água ou sub-dimensionamento de galerias. As principais obras foram realizadas na Parigot de Souza, que segundo o secretário onde foram detectadas uma série de bocas de lobo falsas, ou seja, não conectadas a rede de galerias pluvias. Outro ponto crítico é o Jardim Gisele que é afetado pela não contenção da água na Parigot de Souza. A previsão é de que a maior parte das obras seja executada até o fim de 2014. Segundo o secretário de Habitação e Urbanismo 30% de todos os projetos já estão prontos para ser orçados na Empresa de Desenvolvimento Urbano e Rural de Toledo (Emdur).
Entre as regiões problemáticas estão o Jardim Santa Clara IV, Panorama II, Santa Maria, Jardim América e Europa, Jardim Gisela e Porto Alegre, Vila Becker, grande região do Coopagro e algumas vias da área Central, em especial a Avenida Parigot de Souza. Segundo o prefeito Beto Lunitti estima-se que cerca de R$ 4 milhões deverão ser investidos até 2016 em intervenções e reestruturação do sistema de sistema de coleta das águas, nos pontos mais críticos da cidade, para evitar os problemas. As obras estão previstas no orçamento do município e no PPA - 2014/2016. Do início do ano até o momento já foram gastos mais de 250 mil em obras em cerca de 50 pontos da cidade.
