27 de Janeiro de 2015 at 20:03h

Prefeitura e empresa debatem questões ambientais referentes à duplicação da BR-163

Na terça-feira (27) os secretários municipais de Planejamento Estratégico e de Meio Ambiente participaram de uma reunião com representantes técnicos da empresa Urbaniza, responsável pelo projeto e pelo licenciamento ambiental da duplicação da BR-163 que liga Toledo e Marechal Cândido Rondon. O objetivo do encontro foi tratar de questões ambientais para que a empresa Consórcio Castilho Castelar possa iniciar a obra. A previsão é que os trabalhos sejam iniciados no mês de abril.

Segundo a engenheira florestal da Urbaniza, Christianne Costa, e o engenheiro ambiental, Afonso Ribeiro, existe a necessidade de encontrar um local adequado, que não prejudique o meio ambiente, para que seja depositado uma quantidade de materiais retirados do solo onde será realizada a duplicação. “Precisamos retirar 20 centímetros do solo que conta com pedras e pedregulhos e para isso precisa de um local para ser o ‘bota fora’. Por isso temos a preocupação de encontrar um local adequado”, explicou Christianne.

Outro fator que necessita ser resolvido é que, o Instituto Ambiental do Paraná, exige que seja feita uma compensação da vegetação que será retirada do trecho de 38,9 quilômetros que serão duplicados. “Estamos procurando um local para que a empresa possa fazer essa recomposição. Vamos verificar a possibilidade de, ou o município disponibilizar, que a empresa compre essa área”, comentou o secretário de Meio Ambiente, Leoclides Bisognin. Segundo ele, essa foi uma primeira reunião e que todos os estudos serão realizados para que tudo esteja certo para realização da obra.

Posteriormente os integrantes da reunião foram visitar o Parque do Povo Luiz Cláudio Hoffmann, pois há uma preocupação com a nascente que abastece o lago do parque urbano local. Segundo o secretário de Planejamento Estratégico, Jadyr Donin, é necessário estudar o local e a nascente, já que com a duplicação da rodovia pode se prejudicar abastecimento do lago. “É necessário fazer um estudo para redirecionar as águas pluviais que cairão sobre a via quando chover, pois deve se manter o curso da nascente e não aumentar a quantidade de água, para não romper o nível d’água do lago”, afirmou.