Na apresentação do relatório da Secretaria de Saúde referente ao primeiro quadrimestre – janeiro a abril – um dado chamou a atenção: A redução no número de óbitos infantis e o índice zero de mortalidade materna. Os números apresentados na quarta-feira (30) foram comemorados ainda mais, pois o índice teve nova diminuição e chegou 6,3% e novamente não foram registrados casos de morte materna. O índice considerado aceitável pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é de 10 mortes para cada mil nascimentos.
“De janeiro a agosto deste ano, nós conseguimos reduzir significativamente o índice de mortalidade infantil em nosso município em relação a 2013 e 2014. Hoje, nos dois quadrimestres nos temos um índice de 6,3% por mil nascidos vivos. Em 2014 fechamos com 9,8%”, disse a secretária de Saúde Denise Campos. Segundo ela, este feito representa qualidade de vida, desenvolvimento humano e socioeconômico, além de demonstrar que as políticas públicas de prevenção, de acompanhamento pré-natal têm dado resultados. “Normalmente a taxa de mortalidade infantil é parâmetro para avaliar a qualidade de vida de um município e no nosso estamos conseguindo, com um bom trabalho na atenção básica e na prevenção, trazer este índice para baixo”, comentou.
O alcance da meta pactuada com o estado de realizar partos normais em 30% dos procedimentos foi outro destaque da apresentação. “Sabemos que ainda estamos longe do ideal que seria 30% cesáreas e 70% normais, mas chegarmos ao que foi acordado com os órgãos estaduais já nos anima”, comentou Denise lembrando que o município partiu de pouco mais de 20% e que a ampliação se deve aos trabalhos de orientação desenvolvidos nas Unidades Básicas de Saúde e outras ações.
Denise afirmou que estes bons números se devem ao trabalho do Comitê de Mobilização pela Redução da Mortalidade Materna e Infantil, formado por médicos da família e pediatra, enfermeiros obstetras e outros profissionais, e que desenvolve ações para subsidiar a rede pública municipal em relação ao pré-natal e ao diagnóstico precoce e tratamento da infecção urinária, problema diretamente ligado aos partos prematuros, transmissão da infecção para o bebê e risco de mortalidade materna, fetal e infantil, além de outros trabalhos de atenção às gestantes.
Outro ponto positivo do relatório foi a ampliação do montante de recursos repassados a Secretaria de Saúde. “Chegamos a 27,55% do orçamento, sendo que o preconizado pela legislação é 15%. Isso corresponde a R$ 72,5 milhões aproximadamente”, afirmou o prefeito Beto Lunitti reforçando que nenhum pedido em relação ao setor é negado dentro da Secretaria de Fazenda. Estes investimentos estão concentrados, principalmente, nos serviços de atenção básica. “E isso dá resultado. Reduzimos o número de encaminhamentos e internamentos hospitalares. Esta é nossa intenção, cuidar da saúde para não precisar tratar a doença”, comentou. A diminuição dos atendimentos em casas hospitalares se deve a ampliação das equipes de Estratégia de Saúde da Família (ESF) e de Saúde Bucal (ESB).
Sobre os atendimentos odontológicos, outra área que comemorou avanços significativos, a secretária Denise Campos lembrou que houve ajustes e toda a população, das diversas faixas etárias, conta os serviços de Odontologia, além do aumento da oferta de consultas. “Chegamos aos 38 mil procedimentos. Isto é considerável e se deve ao empenho dos profissionais que atuam na área e também a chegada das equipes de ESB à Unidade Básica de Saúde do Santa Clara IV e do Jardim São Francisco”, concluiu.
Os dados foram demonstrados para a Comissão de Saúde e Seguridade Social da Câmara de Vereadores, conforme determina a Lei nº 141, que prevê esclarecimentos sobre os recursos aplicados no período, bem como a oferta e produção de serviços públicos na rede assistencial própria, contratada e conveniada.
Preventivos
No que diz respeito aos exames preventivos coletados na faixa de 25 a 64, nos primeiros meses do ano foram realizados 1.818. No segundo quadrimestre chegaram a 2.042. Em comparação ao mesmo período em 2014, houve avanços. “Por exemplo, foram realizados 1.918 exames no primeiro quadrimestre, no segundo 1.955 e 2.502 exames coletados no terceiro período”, comentou Denise.
Partos
No segundo quadrimestre de 2015 nasceram 648 crianças. Destas, 195 – 30,1% - tiveram parto normal. No ano passado, a média foi de 25,9%. “Tivemos avanços em relação ao parto normal e isso também é importante”, disse Denise. O total de meninas nascidas foi de 336 e de meninos 312.
