Uma palestra sobre as experiências da calêndula no tratamento de feridas reuniu nessa quarta-feira (18) no Auditório Acary de Oliveira, na Prefeitura, representantes da Organização Mundial da Saúde para Alimentação e Agricultura (FAO) de nove países da America Latina. Na ocasião, os participantes que estão na região para uma visita técnica do Programa Cultivando Água Boa (CAB), da Itaipu Binacional, conheceram os benefícios obtidos por meio do uso dos fitoterápicos.
O município de Toledo integra o CAB com o Programa de Plantas Medicinais e Fitoterápicos. De acordo com a Coordenadora do Programa de Plantas Medicinais, Elenir Rudeck, o objetivo principal do CAB com a realização das visitas, é instigar os participantes a também implantarem o Programa em seus países de origem. “Eles vierem conhecer o projeto que envolve os fitoterápicos, como é realizado o plantio, o cultivo orgânico e também o apoio oferecido aos agricultores parceiros do programa”, explicou.
A principal atividade do projeto de Plantas Medicinais e Fitoterápicos em Toledo é realizar o acompanhamento clínico e farmaterapêutico dos pacientes. A fitoterapia é realizada em casos de queimaduras, úlceras venosas, diabetes, pressão arterial, sequela de hanseníase, dentre outros. Na opinião da coordenadora Elenir, com o passar dos anos diminuiu no Brasil o uso dos fitoterápicos. “Nossa cultura se perdeu e outros países estão de olho na nossa flora”, afirmou.
Na ocasião foi apresentado aos visitantes os resultados da calêndula no tratamento de feridas. Para a médica do Ambulatório de Feridas do município, Eliana Benatti, é importante divulgar o trabalho para que outros pacientes tenham acesso a esse tipo de tratamento. “Usamos o chá de calêndula para lavar a ferida e fazer a compressa que antecede um outro material especial de curativo”, disse. Os pacientes também podem preparar o chá em casa. “A calêndula diminui a ardência e a coceira. Os pacientes relatam que o uso do chá é prático e auxilia no processo de cura da ferida, porque eles preparam o chá em casa e levam para usarmos em nosso ambulatório”, concluiu.
