O último dado da Secretaria de Saúde apontou que a taxa de mortalidade infantil em Toledo é de 8,22 para cada 1000 nascidos vivos, sendo considerada uma taxa padrão de países de primeiro mundo. Nesta quarta-feira (25) aconteceu no auditório da Universidade Paranaense (Unipar) o 2° Encontro Municipal da Gestante e Criança Menor de um Ano. Na ocasião foi avaliada a rede de atenção especial, seus pontos positivos e frágeis, além de pactuar os objetivos para o fortalecimento da rede para 2016.
O encontro contou com aproximadamente 200 pessoas, entre médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem, agentes comunitários de saúde e assistentes sociais que realizaram um alinhamento conceitual da rede, o fluxo e como funciona. A ação também indicou números referentes à saúde da gestante e da criança menor de um ano, as taxas de parto normal, parto cesárea e a causa das mortes infantis, observando se seriam evitáveis ou não. Alguns profissionais também falaram de suas experiências em relação ao acompanhamento de gestante e sobre a ficha de notificação de infecção urinária. A doença é considerada uma das principais causas de prematuridade e aborto e Toledo é o único município que conta com este procedimento no Estado do Paraná.
O município investe neste tipo de atenção desde 2013 com um pré-natal de qualidade que visa reduzir a mortalidade materna e infantil. Para cada gestante e criança é feita uma análise que indica a possibilidade de eventos de riscos e complicações para a saúde da mãe e do bebê. Segundo a diretora de gestão em Saúde, Cristiane Novello, a rede municipal dá toda a atenção básica durante a gestação. “Logo após o nascimento ainda são agendadas consultas periodicamente. O acompanhamento e a estratificação é o que nos dá as diretrizes para onde destinar a gestante e o bebê”, disse.
A gestora ainda contou que as gestantes que apresentam riscos intermediários possuem o acompanhamento médico com apoio do Ciscopar e da Associação Beneficente a Saúde do Oeste do Paraná (HOESP). “Utilizamos estes serviços quando a gestante apresenta alto risco de vida. Estes riscos intermediários estão presentes geralmente em mulheres que engravidam antes dos 15 ou depois dos 40 anos, que estejam na terceira gestação aos 20 anos, baixa escolaridade ou históricos de abortos prévios”, explanou.
O médico especialista em saúde da comunidade e família, Fernando Pedrotti, explicou que uma rede de atenção reúne várias estruturas com diferentes atribuições e níveis de acordo com as necessidades dos pacientes. “O primeiro ponto de atenção que a mãe e a criança devem ter é na Unidade de Saúde mais próxima de sua casa. Lá a avaliação básica deve ser feita para que depois os profissionais encaminhem a mãe para outros pontos de atendimento especializados de forma organizada”, destacou o médico. A intersetorialidade entre as redes de saúde também é fundamental. “É importante a comunicação entre os profissionais e a disposição dos serviços entre os médicos da rede de saúde”, completou.
Para a secretária de Saúde, Denise Campos, o encontro é importante para a continuidade das implantações já realizadas desde o ano passado. “Reduzir a mortalidade materna e infantil para nós significa mais qualificação e conhecimento nas garantias de atendimento em tempo adequado para as nossas gestantes”, comentou Denise.
O gestor municipal Beto Lunitti considerou o evento de grande valia, não só para os profissionais de saúde, mas também para a comunidade. “Todo o processo vivido e conduzido pela secretaria de saúde tem feito ações transformadoras com grandes avanços. A saúde da mulher grávida e de crianças abaixo de um ano de vida são frágeis e por isso temos que investir em uma atenção especial de qualidade”, falou Beto.
Apesar da participação de vários profissionais, as Unidades Básicas de Saúde de Toledo (UBS’s) funcionaram normalmente, porém com a equipe mínima para que os outros profissionais passassem por esta atualização.
