A má utilização dos contêineres amarelos tem causado problemas. Os equipamentos deveriam receber apenas materiais recicláveis, porém a realidade é diferente. As equipes que fazem o recolhimento tem encontrado lixo orgânico, resíduos volumosos, peças automotivas, animais mortos e, na última semana, foi encontrado até um cão vivo, dentro de um saco plástico. Tais fatos tem gerado preocupação para a Secretaria do Meio Ambiente (SMA).
O descarte incorreto tem gerado a recusa da empresa contratada em realizar o recolhimento. Segundo o secretário de Meio Ambiente, Edemar Rockenbach, o lixo orgânico contamina o material reciclável, diminuindo o aproveitamento. “As pessoas devem colocar somente o que pode ser reciclado nos contêineres amarelos. O que encontramos é resto de comida, fraldas, papel higiênico, vísceras, peças automotivas entre outros descartes que comprometem o reaproveitamento”.
Outra observação de Edemar é que o uso incorreto dos contêineres amarelos coloca em risco à saúde dos trabalhadores. “Já foi relatado até mesmo o descarte de seringas veterinárias e de uso humano, restos de medicamentos e outros materiais perfuro cortantes”, acrescentou o secretário lembrando que a Prefeitura disponibiliza contêineres verdes para acomodação de lixo orgânico. “Além disso, os orgânicos têm recolhimento em todos os bairros e as pessoas podem deixar, no dia da coleta, os sacos de lixo em frente as suas residências”.
O secretário também pediu que a população se conscientize da importância da destinação correta dos resíduos. Segundo ele, quando um material que poderia ser reciclado é misturado ao lixo orgânico, ele perde seu valor e acaba indo para o Aterro Sanitário juntamente com o descarte. “Isso diminui a vida útil das células do Aterro”.
Sobre o caso do cão vivo encontrado em um contêiner, o servidor municipal José Luiz Brixner disse ter sido uma cena impactante. “O descarte incorreto já se tornou habitual no nosso dia a dia, porém foi a primeira vez que nos deparamos com uma situação semelhante”, disse.
