A Prefeitura de Toledo, representada pelo secretário de Desenvolvimento Econômico e Tecnológico, de Inovação e Turismo, Wolmir Tadeu Ficagna, participou de um encontro na sexta-feira (22), em Foz do Iguaçu, para discutir os valores dos pedágios na BR-277, que liga o Oeste do Paraná ao Porto de Paranaguá. O vereador toledano Vagner Delábio e o representante da Associação Comercial e Empresarial de Toledo (ACIT) Flávio Furlan também estiveram presentes no evento. Na ocasião os representantes de 50 municípios do oeste paranaense debateram sobre os contratos existentes e questionaram a renovação contratual do pedágio pelo Governo Estadual.
O custo do pedágio na BR-277 varia entre R$ 15,00 a R$ 18,00 e alguns caminhões de carga gastam até mil reais para transportar mercadorias de uma cidade a outra. Os municípios reclamam do preço elevado, de serviços não executados e o reajuste de preços. “O estado já pediu ao Governo Federal a renovação dos contratos, mas nosso pensamento é lutar por uma nova licitação e novas modalidades de contrato”, comentou Ficagna.
No decorrer da reunião foi pedida veementemente a não renovação do contrato. “É um trabalho árduo que temos que apoiar e que nos foi delegado fazer o acompanhamento. Vamos mobilizar e continuar discutindo os assuntos da não renovação do contrato, mas sim uma nova licitação”. Os municípios mostraram bastante representatividade política pela causa e estamos disponíveis a colocar outdoors contra a renovação contratual do pedágio pelo Paraná inteiro.
Segundo o secretário, o frete e o pedágio empatam em quase 40% da mercadoria. “O pedágio não pode ser agregado ao preço do produto e fazer com que seja vendido mais caro, pois quem manda no valor da mercadoria é o mercado internacional”. Ficagna ainda explicou que o pedágio foi um contrato cobaia, sendo o primeiro realizado por terceirização em três gerações. “Nosso contrato de operação dos pedágios previa que as obras seriam executadas em 25 anos, ou seja, o cidadão que trafega nas rodovias paga a taxa para só depois de 25 anos ter as melhorias executadas?”, questionou.
