Subir os mais altos picos de cada continente. Com esta meta o toledano de nascimento, atualmente morando em Jaraguá do Sul, Santa Catarina, Hélio Fenrich, planejou um roteiro que percorrerá o mundo. O desafio faz parte do Projeto Sete Cumes para subir as montanhas mais elevadas do mundo. Em visita a terra natal – Hélio nasceu no distrito de Concórdia do Oeste e se mudou para Santa Catarina em 1993, com 14 anos – o montanhista participou de um encontro com o prefeito Beto Lunitti, na sexta-feira (29), na Prefeitura. Hélio reafirmou o orgulho de ser toledano e mostrou ao chefe do Executivo Municipal a bandeira de Toledo que levará em suas viagens.
Em dezembro de 2015, na primeira etapa, ele subiu Monte Aconcágua, com 6.960 metros, o ponto mais alto da América e de todo o Hemisfério Sul. A próxima aventura, prevista para o segundo semestre, é a subida do Monte Elbrus, maior da Europa com 5.642 metros, um vulcão extinto localizado na parte ocidental da Cordilheira do Cáucaso, na Rússia, perto da fronteira com a Geórgia. “Esta aventura está programada para o mês de julho devido as condições climáticas serem favoráveis. Tentarei também realizar a subida do Kilimanjaro, ponto mais alto da África, mas dependo de patrocínios”, comentou. O Kilimanjaro fica na Tanzânia, junto à fronteira com o Quênia, e tem 5.895 metros.
O roteiro ainda terá uma visita ao Monte Denali, também conhecido como McKinley, ponto mais vertical da América do Norte, com 6.168 metros, em 2017, situado no Alasca; o Monte Everest, montanha mais alta do mundo, na Cordilheira do Himalaia, fronteira entre a República Popular da China (Tibete) e o Nepal, em 2018 ou 2019; Monte Vinson, ao qual é atribuída a altitude de 4.892, na Antártida, em 2020; e finalizando a aventura, em 2021, a Pirâmide Carstensz, o ponto culminante da Oceania, situando-se na ilha da Nova Guiné, com 4.884.
O prefeito Beto Lunitti destacou a coragem do montanhista e desejou-lhe sorte em seus futuros desafios. “Chega a emocionar saber que um toledano tem este ímpeto, este desejo de desbravar territórios inóspitos. Pelos seus relatos podemos sentir que as pessoas precisam buscar seus sonhos, por mais difíceis que eles possam parecer”. Beto ainda disse ser um orgulho para todo o povo de Toledo ter um cidadão, nascido em um de seus distritos, visitando o mundo, e ainda mais, com a vontade de levar a bandeira do município a estes lugares. “Sentimos-nos honrados, principalmente com esta sua atitude de reconhecer suas origens e querer demonstrar ao mundo qual é a sua terra natal”, frisou Beto.
Sonhos e desafios
O sonho de escalar montanhas de Hélio Fenrich surgiu após conhecer a trajetória do montanhista paranaense Waldemar Niclevicz, de Foz do Iguaçu, primeiro brasileiro a escalar o Monte Everest junto com o carioca Mozart Catão. “A vontade surgiu em 2008. Fiz um curso de montanhismo e busquei conhecer o esporte”, disse Fenrich. Após, o desportista iniciou subidas no Brasil, Peru, Bolívia e Argentina.
Conforme Fenrich, a preparação dele são as corridas. “Realizo 60 quilômetros de corrida semanalmente. Busco sempre melhorar minha condição cardiorrespiratória e durante as minhas subidas utilizo um oxímetro – aparelho para medir a oxigenação sanguínea – para monitorar minha condição física”. Fenrich já participou de percursos semelhantes aos de ultramaratona, como o desafio da Transpantaneira. “No primeiro dia levantamos às 4h da manhã para corrermos 80 quilômetros. Aos poucos sentimos que não seria nada fácil, após as 10h a temperatura fica em torno dos 42ºC. Acampamos à margem do Rio Pixaim, único lugar seguro onde podemos tomar um banho e descansar”.
No segundo dia, mais 67 quilômetros para completar a travessia. “Levantamos novamente às 4h da manhã e às 5h saímos. Os primeiros 15 mil metros foram duros, corpo ainda dolorido do dia anterior, levou tempo para conseguir ganhar ritmo, mas aos poucos fomos se sentindo mais forte e mais perto do final”, disse.
Outro desafio foi a subida do Monte Aconcágua, em dezembro de 2015. A maior dificuldade foram as baixas temperaturas. “Enfrentei 28º abaixo de zero. Meu equipamento era para temperaturas de até -15º. Tudo foi estudado e planejado, porém uma intempérie climática atribuída ao El Ninõ fez o frio ser mais intenso”. Sobre as montanhas a serem ainda escaladas, Hélio Fenrich afirmou ser um objetivo de vida e ele quer se tornar o 7º brasileiro a conseguir o feito. “Farei tudo com muito planejamento e segurança. Este é meu principal objetivo”, concluiu.
