Nesta semana o Centro de Referência de Assistência Social – CRAS II Europa/América realizou atividades preventivas sobre as doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Palestras sobre a diferença entre os sintomas e os cuidados gerais contra os focos do mosquito, foram realizadas com os pais e adolescente que frequentam o CRAS.
Na terça-feira (23) foi realizada uma ação com a enfermeira Carla Campanelli Moreira, da Unidade Básica de Saúde (UBS) do Jardim Concórdia. Ela conversou com os adolescentes atendidos pelo projeto Projovem sobre os sintomas apresentados em casos de Dengue, Chikungunya ou Zika Vírus. “Tivemos uma palestra pela manhã e outra no período da tarde. Com a apresentação de vídeos que explica a transmissão da doença e como ela é desenvolvida, os adolescentes puderam sanar suas dúvidas e compreender as diferença dos sintomas de uma doença para outra”, afirmou a psicóloga e coordenadora do CRAS, Monique Mariussi.
Os adolescentes interagiram de forma positiva e saíram da palestra com o propósito de ajudar no combate ao mosquito. “A tarefa de casa deles foi verificar os itens presentes no check list da prefeitura, possíveis de conter focos do mosquito. Todos levaram o material e acredito que a maioria tenha conferido com os familiares em casa’, explicou a educadora social, Jennifer Teixeira.
Já na tarde da última quinta-feira (25), o encontro aconteceu com os pais dos adolescentes, por meio do projeto Fortalecendo a Família. Na ocasião, o supervisor técnico do Setor de Controle e Combate às Endemias, Taylon Pereira, orientou os participantes sobre a importância da prevenção e do trabalho dos agentes. “Geralmente são os filhos que atendem nossos agentes e é dever dos pais explicar, que as visitas fazem parte do combate ao mosquito e que os hábitos dos pais serão reflexos nos filhos”, disse.
Segundo Monique, o CRAS II atende dois coletivos, de manhã e tarde com 20 adolescentes em cada turno na faixa etária de 15 a 16 anos. Para a coordenadora os encontros foram bons e totalizaram em cinco reuniões. “Uma das exigências da Secretaria de Assistência Social e Proteção à Família (SMAS) foi realizar em cada reunião de fevereiro uma abordagem sobre o Aedes aegypti. Às vezes as pessoas ficam presas em informações simples, e não se atentam a outros detalhes que podem auxiliar no combate ao mosquito”, concluiu.
Números
Até o momento a Prefeitura de Toledo já notificou 192 suspeitas de dengue. Destes, 57 casos foram confirmados, sendo 22 importados e 35 autóctones. 65 exames deram resultado negativo e outros 70 aguardam o diagnóstico. As maiores incidências estão presentes no Jardim Porto Alegre – 5 casos, sendo 4 autóctones e 1 importado, no Centro – 5 casos, sendo 4 autóctones e 1 importado e no Jardim Panorama – 4 casos, sendo 3 autóctones e 1 importado.
Para Zika Vírus foram 8 notificações, sendo quatro descartadas com um caso confirmado e três que aguardam o resultado. Já para Chikungunya tem 11 casos suspeitos, dois descartados e nove aguardando o exame.
