03 de Março de 2016 at 17:44h

Preocupações toledanas a respeito do Fracking são apresentadas para Câmara Técnica na AMOP

O prefeito Beto Lunitti esteve, nesta quinta-feira (03), na primeira reunião da Câmara Técnica de Energias Renováveis do Programa de Desenvolvimento Econômico do Território Oeste do Paraná, o Programa Oeste em Desenvolvimento. Na ocasião, o prefeito e o auditor fiscal da Prefeitura de Toledo, Renato Eidt, apresentaram as preocupações toledanas em relação à exploração do gás xisto por meio do fraturamento hidráulico na região, o fracking, e pontuaram os danos que esta ação pode causar.

A reunião aconteceu na Associação dos Municípios do Oeste do Paraná (AMOP) e contou com a presença de representantes de associações, entidades de apoio ao desenvolvimento da região, como Itaipu e Sebrae, universidades, entre outros. Entre os integrantes da Câmara está o secretário de Agricultura Pecuária e Abastecimento de Toledo, José Augusto de Sousa.

Conforme o prefeito, este é um tema preocupante, visto que aquilo que se apresenta de histórico dos países onde foi adotada a concepção de energia através do francking, o processo, sob o ponto de vista ambiental e econômico, torna-se nocivo para a sociedade e por isso se deu a necessidade de apresentá-lo a Câmara. “Este tema já é presente aqui na AMOP, pelo ponto de vista da área política e de gestão dos prefeitos, já foi levado à bancada federal de deputados do Paraná federal, e temos um envolvimento da Associação dos Municípios do Paraná e outros organismos. Por isso venho trazer este tema a esta Câmara Técnica, que tem toda a autoridade para uma avaliação”, comentou Beto.

Conforme Beto Lunitti, o debate é fundamental para as questões econômicas e sociais da nossa região, e que o município não está propondo uma ruptura de busca por novas energias, mas que nesta terra devem-se explorar as energias renováveis e não as nocivas.

“O município de Toledo desenvolveu essa preocupação já em 2013, justamente com a proteção ao meio ambiente e com a economia local que basicamente se estabelece nos princípios da agricultura e agropecuária, que será afetada caso a exploração se desenvolva. Agora, em 2016, existe a real possibilidade da exploração do combustível fóssil, aqui no oeste do Paraná e por isso designamos um corpo técnico para fazer uma pesquisa, no princípio de alertar as conseqüências dessa exploração”, destacou.

Carta do Oeste contra o Fracking

Na reunião, o prefeito Beto Lunitti e o auditor Renato Eidt também comentaram sobre a Carta do Oeste contra o Fracking produzida pelo município de Toledo. O documento apresenta fundamentos sobre a importância de mobilizar os municípios da região Oeste Paranaense para impedir a exploração do gás de xisto por meio do fraturamento hidráulico.

O documento pontua os detrimentos causados pelo fracking. “Estudos mostram que os produtos químicos utilizados no fraturamento hidráulico são tóxicos e até cancerígenos, podendo colocar em risco a vida humana e provocando catástrofes socioambientais”, comentou o auditor fiscal e responsável pela elaboração da carta, Renato Eidt. O fracking também pode causar danos a água. “Estamos sobre o Aquífero Guarani, que se estende por oito estados do Brasil e mais Argentina, Paraguai e Uruguai. Uma contaminação causaria problemas de grande magnitude”, explicou.

A carta já foi apresentada em assembléia geral na Associação dos Municípios do Oeste do Paraná (AMOP) e na Associação das Câmaras de Vereadores dos Municípios do Oeste do Paraná (Acamop).