28 de Junho de 2016 at 17:49h

Prefeitura de Toledo e UFPR firmam convênio para assistência aos animais silvestres

Mais uma vez a Prefeitura de Toledo e a Universidade Federal do Paraná (UFPR) serão parceiras em uma ação. Em encontro realizado na terça-feira (28), na sala de reuniões do Paço Municipal, as duas instituições firmaram convênio para o manejo da fauna do Jardim Zoobotânico de Toledo, junto ao Horto Florestal do Parque Ecológico Diva Paim Barth, e demais parques municipais. O evento contou com a presença do reitor da UFPR Zaki Akel Sobrinho, demais representantes da Universidade e integrantes do Governo Municipal e da Câmara de Vereadores.

O convênio prevê o suporte especializado ao município, por meio dos médicos veterinários do Programa de Residência em Medicina e Conservação da Fauna Silvestre da Universidade. Eles farão o acompanhamento dos animais cativos do Parque das Aves e também de espécies de vida livre, auxiliando nas atividades veterinárias de maior complexidade. Três espécies de vida livre e potenciais transmissores de zoonoses – pombos domésticos, quatis e gambás – serão objeto de estudos. “Temos espécies que são controladas, estão aqui no Parque das Aves, e outras em vida livre. Com este monitoramento vamos avaliar se existe a presença de doenças que podem gerar riscos à população humana”, disse o professor da UFPR, Anderson Carvalho.

Com o acompanhamento será possível oferecer um suporte técnico maior, bem como a realização de diagnósticos mais precisos de possíveis doenças. “Também será melhorada a questão educativa, o aspecto visual do Parque das Aves e o bem estar dos animais”, explicou a bióloga e coordenadora do Jardim Zoobotânico Lilian Cardoso. Quando forem necessários internamentos ou procedimentos cirúrgicos os animais silvestres, o atendimento será feito no Hospital Veterinário, em Palotina.

O trabalho conta com a anuência do Conselho Municipal de Meio Ambiente (CMA). “Apoiamos porque o trabalho é bem estruturado. Com certeza será um modelo copiado por outros municípios a exemplo de tantos outros que temos aqui”, disse o presidente do Conselho, Robert Gordon Hickson. As discussões para a elaboração da minuta do convênio envolveram a bióloga Lilian Cardoso, a médica veterinária Jaqueline Coldebella e a diretora de Meio Ambiente Michelle Cristine Krenczynski, da Prefeitura, e o professor Anderson Carvalho, da UFPR.

Com o assessoramento também será possível ampliar a questão educativa, por meio de projetos de educação ambiental, melhorar o aspecto visual do Parque e o bem-estar dos animais. “Hoje nosso Parque tem um caráter mais de educação, atendendo escolas e grupos durante a semana. Nossa intenção, com todo o trabalho de estruturação que estamos realizando, é ter um aproveitamento melhor deste espaço”, informou o secretário do Meio Ambiente de Toledo, Edemar Rockenbach.  Atualmente aproximadamente 15 espécies (algumas cativas e outras de vida livre) povoam o Horto Florestal do Parque Ecológico Diva Paim Barth. Entre eles estão araras canindé, araras vermelhas, quatis, cágados, jabutis, quatis e capivaras.

Fortalecimento do vínculo entre as entidades

O ato da assinatura do convênio, segundo o prefeito Beto Lunitti, representa o fortalecimento do vínculo do Governo Municipal com a Universidade Federal do Paraná (UFPR). “Conversamos sobre o assunto, pavimentamos um terreno, nos apropriamos da boa convivência entre as duas instituições e conseguimos chegar a um bom termo novamente”, frisou Beto. O chefe do Executivo Municipal ainda estendeu agradecimentos ao CMA, pelo empenho nas políticas ambientais, mas principalmente a dedicação das servidoras municipais em prol da causa. “Esta luta resultou em um novo ambiente e investimentos nos cuidados dos animais silvestres”. Beto destacou a participação do professor da UFPR, Anderson Carvalho, na elaboração do convênio e a dedicação em prol das espécies silvestres.

Anderson salientou o preparo e o desejo de Toledo em melhorar o ambiente para as espécies, unindo o conhecimento, a pesquisa e o trabalho de extensão da Universidade. “Temos orgulho em vir à Toledo. Aqui já existe um preparo, um desejo de avançar, de agregar conhecimento complementar e usar adequadamente dos recursos. O projeto é para servir de modelo para outras cidades”. A intenção é tratar a saúde animal e isso se reflete também na saúde humana. “É o momento propício para encararmos esta empreitada”.

O vice-reitor da UFPR, Rogério Mulinari, disse que se colocar à disposição das comunidades, principalmente dos municípios que acolhem à Universidade, é o papel da instituição. “Somos uma universidade pública e é o povo que nos financia”, disse Mulinari referindo-se ao retorno que o Projeto dará ao município nas questões ambientais.  Sobre o Campus Toledo, o vice-reitor disse ter conversado com alunos do Curso de Medicina durante a visita à cidade e eles resumiram o momento em três palavras: desafio, eficácia e produtividade. “Estão se sentindo motivados e isso é importante. É um privilégio fazer parte e ver coisas boas acontecendo”.

Este fortalecimento da UFPR em Toledo culmina em boas parcerias. “Vamos trabalhar muitos projetos ainda. Este fala de natureza, de cuidado com o futuro, de construir um mundo melhor. As notícias sobre Toledo em todo o Paraná são sempre boas e essa é mais uma”. Sobre o convênio, Zaki disse que a UFPR vai oferecer o melhor. “A infraestrutura do Hospital Veterinário é excelente, um ótimo espaço para formação, pesquisa e a prestação de serviços com ações junto à sociedade”.

Outra boa notícia trazida pelo reitor é sobre o Hospital Regional. Segundo Zaki, uma comitiva de autoridades paranaenses esteve em Brasília e houve uma sinalização positiva sobre a possibilidade da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) assumir a gestão da nova unidade hospitalar. “Já tivemos contatos com o Ministério da Educação (MEC) e conversamos com o ministro da Saúde Ricardo Barros”, disse Zaki.  Em relação ao Campus Toledo, o reitor disse que apesar de bem instalados no espaço disponibilizado pela Prefeitura, o projeto do Campus próprio já está bastante adiantado e aguardando uma janela para pleitear a liberação de recursos para implantação da sede própria.