22 de Setembro de 2017 at 17:05h

Novo ponto de captação de água do Rio Toledo deve favorecer núcleo industrial

O único ponto de captação de água superficial do Rio Toledo hoje no município está localizado nos fundos do Jardim Europa, abaixo da Sanga Manaus. O volume de água obtida nesse ponto atende aproximadamente 45% da população do município. A proximidade com o ponto de captação impede que uma área de aproximadamente 400 mil metros quadrados entre a Rua Egídio Monaretto e o arroio Toledo seja utilizada para a instalação de um núcleo industrial.

O diretor de Patrimônio da Prefeitura, Norisvaldo Penteado de Souza, informou que existe um decreto antigo, além de proibições por parte da promotoria pública e Conselho Municipal do Meio Ambiente que inviabilizam a anuência ambiental na área onde os empresários querem se instalar nas margens da BR 467 próximo ao posto Corujão.

Para solucionar o problema, estiveram reunidos nesta sexta-feira (22) na sala de reuniões da prefeitura, representantes da Sanepar, proprietários de terrenos, vereadores e empresários interessados em instalar suas empresas naquela região.

A solução apresentada foi de mudar o ponto de captação para outro lugar, cerca de três mil metros de distância do atual. Técnicos da Sanepar apresentaram uma estimativa de custo do projeto. Caso fosse realizado pela companhia, custaria cerca de R$ 4 milhões a construção de uma nova barragem.

“Existe o interesse coletivo para que essa captação seja alterada para outro local, na foz da sanga Manaus, no arroio Toledo. Assim resolveria o problema de todos”, explicou Norisvaldo.

O gerente regional da Sanepar, Donizete Obara, disse que a companhia está disposta a auxiliar na resolução deste problema. Cerca de R$ 2,5 milhões referentes a execução do projeto seriam absorvidos pela Sanepar. O restante seria viabilizado pelos empresários, proprietários das áreas e pelo poder público municipal.

O prefeito Lucio de Marchi, que coordenou a reunião questionou os empresários se a decisão de construir a nova barragem era de interesse de todos. A resposta favorável foi unânime. O vereador Valdir Mosconi questionou o prefeito sobre a possibilidade do município auxiliar disponibilizando serviços e equipamentos da prefeitura com o objetivo de diminuir os custos.

Lucio também sinalizou positivamente e disse que o município também quer resolver essa situação de forma que proporcione o desenvolvimento da cidade. Na avaliação dos técnicos da Sanepar, os valores que ficariam por conta do município e dos empresários (R$ 1,5 milhão) podem ser reduzidos significativamente, talvez abaixo de R$ 700 mil, caso haja essa parceria entre todas as partes, principalmente se não for necessário realizar indenizações de terras.

Uma nova reunião foi agendada para dia 27 de outubro. Até lá pretende-se detalhar melhor o projeto, separando o custo dos serviços a serem executados. Só então será possível calcular com maior precisão o custo final do projeto.

O gerente da Sanepar informou ainda que a previsão para a aquisição do material necessário é de aproximadamente seis meses. Depois disso outros três ou quatro meses até a conclusão da obra. “Até o segundo semestre de 2018 devemos estar com a obra concluída”, informou Donizete.

O vereador Walmor Lodi disse que o Legislativo também está à disposição para auxiliar no processo, já que as parcerias terão que ser legitimadas. 

 

Texto: Dielson Kleber Pickler