Após diversas reclamações da população e do não cumprimento dos ofícios em forma de protocolo às empresas terceirizadas - contratadas pela Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) -, a prefeitura de Toledo por meio da Secretaria de Habitação e Urbanismo emitiu nesta quinta-feira (05) um ofício à Sanepar de Toledo. A administração solicitou a paralisação imediata dos serviços de abertura de novos trechos para ampliação do sistema de coleta de esgoto, devido a não reestruturação da infraestrutura nos pontos atendidos no prazo máximo de três dias, conforme preconiza o decreto N°555/2011. Junto ao ofício de embargo das obras, a prefeitura emitiu notificação seguida de multa a Sanepar.
Até que sejam sanados os problemas estruturais das calçadas e vias públicas onde foram realizadas as obras de passagem das tubulações, a prefeitura pretende manter a determinação, conforme preconiza a lei. “Os serviços de reestruturação da infraestrutura é de responsabilidade da própria Sanepar, no caso, das empresas por ela contratas, mas esse trabalho não vem sendo realizado, ou é atendido com muita demora, causando transtorno para a população”, afirmou o secretário de Habitação e Urbanismo, Igor Januário, que lembrou que a orientação repassada para as empresas terceirizadas no início das obras, era para que todas as valetas abertas, após passadas as tubulações, deveriam ser imediatamente fechadas.
Entre as regiões que sofrem com os problemas ocasionados pela falta dos serviços de reestruturação estão o grande Coopagro, Pioneira, Tocantis, Santa Maria e Pancera. Segundo o secretário da pasta, as reclamações são constantes. “As pessoas vem até a secretaria para reclamar de poeira, sujeira, restos dos materiais dos serviços executados, que ficam jogados e espalhados pela pista, além disso, temos problemas no trânsito, com automóveis e motocicletas que são danificados com os materiais”, comentou.
O cumprimento da lei e respeito aos cidadãos toledanos é prioridade, de acordo com a prefeito Beto Lunitti. “Essa é uma decisão baseada no que rege a lei e que foi tomada após diversas tentativas de diálogo. Temos consciência da importância dos serviços que as empresas desenvolvem, mas não podemos aceitar o desrespeito a nossa população e as leis”, explicou o prefeito, ao ressaltar que as obras deverão assim que a situação seja regularizada.
Em resposta, a Sanepar alegou que medidas serão tomadas imediatamente pela gerência da Companhia. As empresas terceirizadas serão responsabilizadas por qualquer tipo de dano causado à população.
