Desde o início de 2013, o Governo Municipal tem trabalhado incessantemente com foco na melhoria da saúde pública de Toledo. Desde então a cobertura assistencial já ampliou de 44,33% para 75,12% no último quadrimestre de 2015, e a resolutividade dos casos nas próprias Unidades Básicas de Saúde passou para 80%. As equipes de Estratégia Saúde da Família (ESF’s) também aumentaram, passando de cinco para 11 nos últimos dois anos. Entre as ações para melhoria destaca-se a contratação de novos profissionais e as ações intensivas de Combate a Dengue.
Apesar do limite prudencial, o município já realizou em 2015 o chamamento de mais cinco médicos especialistas e abriu nesta semana um Edital de Processo Seletivo Simplificado para novas contratações. “Podemos realizar apenas contratações de substituições na saúde e educação e mesmo com um alto índice estamos trabalhando para garantir que não faltem profissionais médicos em Toledo, pois entendemos que isso é fundamental”, comentou o prefeito Beto Lunitti.
Cursos de Medicina
Para garantir cada vez mais profissionais a Prefeitura de Toledo realizou ainda em 2013 tratativas com os cursos de Medicina da região para viabilizar estagiários e residentes para atendimento nas UBS’s de Toledo. “Infelizmente não foi viável a residência dos estudantes aqui devido à falta de professores preceptores para supervisioná-los, além de questões técnicas das instituições. Na oportunidade discutimos com a reitoria da Unioeste a possibilidade, mas não havia condições técnicas de professores supervisionar os residentes”, disse o prefeito. Por isso a universidade alegou ser inviável a parceria.
O vice-reitor da Unioeste Carlos Alberto Piacenti reiterou o posicionamento da universidade. “Em resposta as suas indagações com relação à ida de residentes do curso de Medicina da Unioeste para que pudessem atender as UBS de Toledo, tenho a informar que juntos já fizemos no início de 2013 essa tratativa junto ao curso de medicina da Unioeste por intermédio do coordenador do curso, que na época nos atendeu e com a maior presteza e se colocou favorável a esta demanda. Porém, com tal decisão não dependia somente do seu aval, foi consultado o colegiado de medicina e seus respectivos coordenadores de residência médica, que se solidarizaram com o problema da saúde de Toledo. Mas nos informaram que não seria possível nos atender, por várias razões: pela falta de residentes (pois a Unioeste tem um número limitado de residentes nas áreas de pediatria, clinica geral, ortopedia entre outros, temos áreas que temos somente um residente), pela falta de preceptores (professores que acompanham e fazem a avaliação dos trabalhos de atendimento clínicos dos residentes) e pela elevada carga de atendimento do Hospital Universitário em Cascavel. Lembro-me, de que mesmo o Senhor Prefeito Beto Lunitti se colocando a disposição do curso para transportar os residentes e professores, custeando a alimentação e se prontificando a cobrir todas as demais despesas necessárias para a ida destes profissionais, mesmo assim, a Unioeste não teve condições de auxiliar o município de Toledo”, afirmou o vice-reitor da Unioeste.
Piacenti ainda reiterou que “no momento a nossa situação é a mesma de 2013, ou seja, com falta de residentes e de preceptores para acompanhá-los em seus trabalhos”. Portanto, de forma clara respondendo a seu questionamento, a nossa situação de hoje é a mesma de 2013.
Além destas conversas com a Unioeste e também com a FAG, o município de Toledo negociou a implantação de curso de Medicina pela Universidade Federal do Paraná, e garantiu o campus da Universidade neste ano. “Garantimos a vinda de um campus da Universidade Federal do Paraná (UFPR) com o curso de Medicina à Toledo, que vai contribuir para a formação de mais profissionais médicos na região”, lembrou o prefeito frisando que todos os esforços estão sendo feitos pelo município para avanços na área da saúde.
Ação intersetorial no combate à dengue
Com relação à Dengue, a atual gestão, que assumiu a Prefeitura em meio a uma epidemia da doença – em 2013 foram registrados 235 casos – conseguiu diminuir drasticamente o número de casos em 2014, quando foram registrados apenas 22. Já em 2015 o número está em 78 casos e as ações de combate não param. “Estamos trabalhando principalmente com a conscientização da população. Bloqueios químicos e mecânicos, além de Mutirões de Limpeza estão acontecendo diariamente por meio da atuação dos Agentes de Combate às Endemias (ACE’s)”.
Denise salientou ainda, o trabalho intersetorial contra a doença. “Todos os Agentes Comunitários de Saúde (ACS’s) estão mobilizados no combate, realizando visitas e notificações, além de orientar os toledanos sobre os cuidados e como agir em casos suspeitos. Também contamos com a colaboração das Secretarias de Meio Ambiente, Educação, Comunicação, entre outras, e diversos órgãos governamentais e entidades que realizam ações em parceria para combater a doença”, explicou ela.
