A Escola Municipal Duque de Caxias, de Concórdia do Oeste, em Toledo, está realizando grande ação de combate mosquito Aedes aegypti. As atividades são contextualizadas na proposta pedagógica de educação ambiental da instituição e envolvem os alunos e toda a comunidade local. Nesta sexta-feira (19) as crianças foram a campo para observar se na comunidade existe a presença de lixo e materiais que possam acumular água e servirem de criadouros do transmissor da Dengue, Zika Vírus e Chikungunya.
Conforme a coordenadora pedagógica da Escola, Marlene Hillebrand Klassen, a escola se sente chamada para agir na comunidade, preocupada com os riscos que todos correm de contrair as doenças. “É uma preocupação de todos nós. É fundamental envolver as crianças nessa mobilização, pois eles são agentes importantes e intensos, que absorvem as informações e se envolvem com facilidade e entusiasmo, conseguindo mobilizar mais pessoas, suas famílias e com isso fortalecer o combate”, afirmou.
A proposta da escola envolve os trabalhos pedagógicos de educação ambiental realizado com os alunos, aplicados em diversas disciplinas. Conforme a coordenadora Marlene, de início as turmas trabalharam a leitura e análise dos problemas apresentados nos panfletos informativos sobre o combate ao mosquito, distribuídos pela Coordenadoria de Controle e Combate às Endemias. “Foi construído um planejamento e definidas etapas para os trabalhos, envolvendo três palavras as chaves ver, julgar e agir. O assunto foi trabalhado em aula, questionando aos alunos se o problema existe na comunidade, se há lixo acumulando água servindo de criadouros ao mosquito e o que pode ser feito”, destacou.
Após as reflexões, segundo Marlene, cada turma definiu um roteiro para analisar a realidade da comunidade local e saíram em vistoria. “Os menores, do pré I e II, observaram o pátio da escola. Os alunos do primeiro ano vistoriaram o entorno e aos arredores da igreja e assim sucessivamente, sendo que os maiores foram observar as quadras mais distantes da comunidade, trabalhando dessa forma o perímetro urbano e a geografia local”, explicou. Neste roteiro a ação correspondeu ao processo de investigação e observação, onde os alunos registraram e anotaram quais os materiais encontrados, a quantidade e onde eles estão depositados.
“É importante destacar que os alunos não foram recolher o lixo e sim observar a presença dele. Na ocasião eles também verificam, com lupas, se há larvas do mosquito”, comentou Marlene. Segundo a coordenadora, buscando envolver a disciplina de matemática, os alunos utilizarão os dados recolhidos para fazer gráficos e tabelas, para análise da situação na comunidade. “Com isso, dentro do conceito de educação ambiental, será trabalhada a conscientização da população. As próprias crianças apresentarão as informações à comunidade e buscarão os representantes das entidades que podem auxiliar na mobilização para recolha dos materiais”, destacou Marlene. A coordenadora também ressaltou que, como tarefa de casa os alunos serão incentivados a assumir a vigilância dos quintais das próprias casas.
Dando continuidade na proposta, os alunos da Duque de Caxias trabalharão as relações de interdependência que precisam ser preservadas. “A atuação é de forma participativa e cooperativa. Na próxima semana alguns alunos conhecerão a planta crotalária, que atrai a libélula, predadora das larvas do mosquito. Além disso, de 15 em 15 dias eles voltarão a percorrer seu roteiro, para analisar se os locais continuam com lixo”, comentou a coordenadora. A observação dos trabalhos desenvolvidos será encerrada no quarto bimestre, já que a ação será mantida em todo o ano letivo.
A secretária de Educação, Tania de Grandi, destacou que, assim como a escola Duque de Caxias, outras instituições de ensino municipais estão empenhadas em ações de mobilização e combate ao mosquito Aedes aegypti. “É uma reunião de forças que tem tudo para ser um sucesso. São ações pedagógicas e de ensino para que o combate ao mosquito se fortaleça dentro de toda comunidade escolar, pais e professores”, comentou.
