Quanto vale uma vida? Pergunta fácil de responder, cada vida tem valor inestimável. Da mesma forma, salvar vidas também é uma missão que não tem preço. Nesta quinta-feira (24) ganhou repercussão o caso do índio que veio a óbito no Hospital Bom Jesus e teve seus órgãos transplantados para outros estados. Para que os procedimentos dessem certo, foi necessário o envolvimento e o trabalho sincronizado de várias equipes.
Desde a equipe do hospital, dos médicos que se deslocaram até Toledo, da Força Aérea Brasileira, até o serviço aeroportuário e de escolta, todos tiveram seus méritos nessa missão.
O coordenador de Fiscalização de Trânsito, Edivaldo Torres Junior, foi responsável pela equipe da Secretaria de Segurança e Trânsito que realizou a escolta de duas equipes que chegaram no aeroporto e mais uma equipe que saiu do hospital e foi pra Cascavel. Ele conta que a operação aconteceu de forma tranquila, em virtude da experiência e envolvimento dos Guardas Municipais.
“Sempre que é necessário, não é a primeira vez que fazemos isso, é solicitado pelo hospital, aí nós fazemos o roteiro e verificamos qual o itinerário que irá perturbar menos o trânsito e a equipe chegar com mais segurança e rapidez. A parte mais crítica é na saída dos órgãos, pois cada minuto é importante”, explica.
A agilidade na tomada de decisões é crucial nesses casos. “Do momento que somos comunicados até acontecer a escolta temos pouco tempo para planejar e executar tudo. Nossa preocupação é com a segurança de todos”, frisa Torres.
Ele também destacou a sensibilidade da equipe. “Quando mobilizamos as equipes e dizemos que é para retirada de órgãos, percebemos um envolvimento e uma dedicação diferenciada de todos os envolvidos. Quando terminamos a ação, percebemos a importância do nosso trabalho e do nosso auxílio no trânsito. O sentimento de dever cumprido, que deu tudo certo sem problemas, é muito gratificante”, exaltou.
A atividade de escolta contou com duas motocicletas, três viaturas e acabou envolvendo 12 agentes de trânsito, já que houve a troca de escala. Mesmo com essa troca a ação em nenhum momento foi prejudicada.
Força Aérea
A Força Aérea Brasileira foi responsável pelo transporte de uma das equipes médicas que vieram de Curitiba para realizar a retirada dos órgãos. O comandante, 1º tenente Rafael Campos de Castro Barreto, informou que “como comandante da missão, me sinto honrado por participar desse tipo de missão. É muito gratificante integrar uma tripulação com a qual envidasse o máximo esforço, em prol de mais uma vida salva”.
Ele também aproveitou para elogiar o aeroporto de Toledo e destacou a importância da cidade manter esse equipamento. “Assim fica muito mais fácil de operar uma missão que envolve o transplante de órgãos. A pista é muito boa, tivemos um pouso super tranquilo. O aeroporto na cidade agiliza o procedimento da equipe. Como a gente veio captar um coração, que é um órgão bem sensível, quanto mais rápido melhor”, destacou.
Transplante
Segundo o gerente de enfermagem do Hospital Bom Jesus, Itamar Weiwanko, foram captados dois rins, um fígado, um pâncreas, um coração, dois pulmões, além das córneas. “A captação irá ajudar a salvar a vida de nove pessoas”, informou.
Segundo a Coordenadora da Organização de Procura de Órgãos da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e da Campanha de Doação de Órgãos da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos, Vanessa Ayres Carneiro Gonçalves, o Programa de Transplantes no Brasil vem crescendo ao longo dos anos, sendo hoje um dos mais importantes do mundo.
Foi tudo tranquilo, acompanhamos duas equipes que chegaram no aeroporto e mais uma equipe que foi pra Cascavel. A primeira equipe saiu 15h30, a segunda por volta das 16h15 e a terceira 17h20. A primeira chegada foi 11h30, a segunda chegou no aeroporto às 13h20.
Texto: Dielson Kleber Pickler
