comunicacao.fabio 29 de Novembro de 2017 at 14:38h

Jovens assistem palestras antidrogas nos centros da juventude de Toledo

Na última semana, cerca de 80 jovens que participam das atividades do Centro da Juventude (CJU) do Jardim Coopagro e do CJU Europa/América assistiram uma palestra sobre o uso de drogas. Nas ocasiões, foram abordadas as consequências do uso das drogas lícitas (cigarro e bebidas alcoólicas) e das drogas ilícitas (maconha, cocaína, crack, e outras). A palestra teve como principal objetivo mobilizar os jovens e orientar sobre futuros problemas relacionados ao uso de drogas.

Quem conduziu as duas palestras foi Eugênio Rozetti Filho, popularmente conhecido como Geninho. Sua experiência profissional e de vida arrancou os mais variados sentimentos dos jovens em cada um dos CJUs.

O diretor da Juventude, Jairo Luiz Cerbarro, disse que é necessário trabalhar essa temática. Ele também se surpreendeu com os resultados e como as drogas estão presentes na vida de muitos jovens. “Nosso objetivo foi prestar um serviço de utilidade pública, realizando um trabalho de prevenção. Para que o jovem não entre nesse mundo, que muitas vezes é sem volta e que leva a praticamente a dois caminhos, ou a cadeia ou o cemitério. Não tem outros caminhos para quem está nesse mundo”, alertou.

“Investir em prevenção é muito mais barato, evitamos que o poder público gaste mais na alta complexidade, tanto nos centros de recuperação, hospitais e até nas cadeias ou presídios”, acrescentou.

Geninho ficou muito feliz com a evolução dos jovens, com a educação deles e a maneira como vieram se comportando. “São através das informações sobre os perigos, os danos e a maneira como as drogas agem no corpo humano, em especial na mente, é que vai fazer toda a diferença. Eu vi nos trabalhos que a gente vem fazendo nos centros da juventude essa avidez por informações por parte dos jovens. Alguns já estão envolvidos por pura falta de informação, então me senti muito agradecido por ver um público jovem totalmente interessado e participativo. Percebi isso nas respostas após as palestras realizadas”, declarou o palestrante.

 

Ele comenta que o problema das drogas é muito complexo. “Quando acabam se envolvendo e adquirindo uma doença progressiva que não tem cura, que existe um controle, mas não existe um remédio. E a falta de informação faz com que o jovem acabe se envolvendo. A bebida alcoólica é a porta de entrada e quando você junta isso com um fator genético acaba sofrendo lá na frente. Agradecemos a Administração por permitir fazer esse trabalho para levar informações aos nossos jovens. Depois das palestras acabamos recebendo pedidos de ajuda de jovens, de mães que estão com problemas de drogadição em casa e precisam de ajuda para se livrar disso. Sabemos que não podemos salvar o mundo, mas se pudermos salvar o mundo de alguém já ficamos muito felizes e satisfeitos”, salientou Geninho.

Novas ações para trabalhar a temática devem fazer parte da programação da Secretaria da Juventude. 

Autor: Dielson Kleber Pickler