Uma pesquisa realizada anualmente pela Unidade Central de Produção de Alimentos (Cozinha Social) auxilia a Administração a planejar as ações para o ano seguinte, com base na satisfação e apontamentos realizados pelos usuários dos restaurantes populares de Toledo (RPs). Este ano, 573 pessoas responderam os questionários. Ela foi realizada entre 26 de outubro e 03 de novembro em todos os sete restaurantes. As próprias nutricionistas entregaram as fichas na fila para todos os usuários.
Segundo o Diretor da Cozinha Social, André Ivan Heck Barros, o objetivo é buscar informações da população no que diz respeito ao ambiente, a qualidade dos serviços, da alimentação, verificar quem são os usuários, para que possam fazer melhorias para o próximo ano.
Preço diferenciado
Como este ano houve alterações no valor cobrado nas refeições das unidades, que passou a ser escalonado de acordo com o cadastro da pessoa, a pesquisa também incluiu o nível de satisfação dos usuários em relação aos valores cobrados.
“Percebemos que o resultado foi muito positivo, 64% dos entrevistados consideraram justo os valores diferenciados. Para 28% o escalonamento de preços não é adequado. E outros 7% consideram indiferente, ou seja, pagariam da mesma forma”, informou o Diretor da Cozinha Social.
Ele disse que tanto os preços diferenciados, quanto a pesquisa são referência para outros municípios que possuem os restaurantes. “Cascavel, por exemplo, também fará o enquadramento do seu restaurante para atender realmente quem precisa, quem encontra-se em vulnerabilidade alimentar”, exemplificou.
Diversificação
André Heck evidenciou a importância da pesquisa. Foi com base na última realizada que algumas medidas foram tomadas para esse ano. “Focamos no alimento que estava sendo servido, procuramos variar para que não ficasse tão repetido. Implementamos mais opções no decorrer do ano. Tomamos essa decisão após as queixas da última pesquisa terem focado no tipo de carne servido. Tentamos variar bastante o cardápio para que não houvesse essas reclamações, sempre buscando melhorar a qualidade”, afirmou.
Os usuários escreveram sobre a retirada de alguns alimentos que julgaram não ser necessários, como exemplo a moela, empanados, quibe. Segundo algumas nutricionistas, eles preferem as carnes menos processadas e com mais sabor, como as adquiridas dos pequenos produtores da região.
Melhoria na qualidade
O questionário indagou também sobre a qualidade dos alimentos servidos. Nessa questão, 25% dos entrevistados disseram que estava ótimo e 56% disseram que estava bom. Apenas 2% classificaram como ruim. “Isso significa que mais de 80% das pessoas que frequentam os restaurantes populares de Toledo aprovam a qualidade dos alimentos”, destacou André.
A última pergunta do questionário trata da comparação da qualidade do alimento de 2017 em relação a 2016. Dos participantes da pesquisa, 54% disseram que houve melhoria na qualidade do alimento fornecido. Já 26% disseram que está igual e 14% disseram que não melhorou.
Veganos
Na pesquisa também foi perguntado se a pessoa era vegetariana, pois no restaurante universitário tinha um número considerável de pessoas que procuravam esse tipo de alimento. O resultado obtido é que os vegetarianos correspondem a aproximadamente 8% dos entrevistados. A partir de 2018 a Unioeste poderá utilizar esses dados para planejar os cardápios, já que farão a gestão do restaurante universitário.
Atendimento
A média de atendimento nos RPs de Toledo era de 2100 pessoas por dia. Esse ano, a partir dos preços diferenciados (de setembro em diante), esse número baixou para uma média de 1100 atendimentos/dia.
Avaliação
“O que faz a gente repensar é que a quantidade, qualidade, atendimento e limpeza são pontos que estão bem vistos com os usuários. Nosso foco será manter a qualidade e diferenciar ainda mais os produtos, procurar fazer alguns pratos diferenciados”, explica o Diretor da Cozinha Social.
Ano passado o município gastou R$ 6,7 milhões com a Cozinha Social. “Este ano teremos uma redução prevista em R$ 1,5 milhão. Para o próximo ano a expectativa é reduzir ainda mais as despesas e aumentar o número de pessoas atendidas, mantendo a qualidade do alimento fornecido”, apontou André.
Segundo ele, já tínhamos economia de recursos, “hoje sabemos quem são as pessoas que estão utilizando e o objetivo é buscar abranger um número maior de pessoas que realmente precisam desse serviço. Assim aplicamos o recurso de maneira correta e eficiente para quem realmente precisa”, anunciou. Ele disse que para 2018 o objetivo é realizar campanhas para atender ainda mais pessoas com vulnerabilidade alimentar.
Autor: Dielson Kleber Pickler
