Para conhecer os trabalhos desenvolvidos em relação à piscicultura em Toledo, uma comitiva formada por 11 produtores do Amapá veio até o município. Os produtores permanecem até a quinta-feira (26) e conhecerão o local onde será instalado o Pólo de Processamento de Pescado, as instalações do curso de Engenharia de Pesca da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), campus Toledo, entre outros locais. O prefeito Beto Lunitti recepcionou os amapaenses na segunda-feira (23).
Durante a passagem dos amapaenses pela Prefeitura, Beto Lunitti colocou todos os profissionais à disposição para esta troca de informações. O prefeito toledano aproveitou para lembrar que o município auxilia os produtores na execução de obras para açudes. “No mês de janeiro, por exemplo, nós realizamos o chamamento para serviços de horas/máquinas para construção, ampliação, recuperação e manutenção de açudes”. Beto lembrou que existe a preocupação do Governo Municipal em dar condições para que os produtores ampliem sua renda e investe na qualidade de vida do homem do campo. “Também estamos dando condições para a instalação de empresas de processamento de pescado para garantir que o piscicultor tenha a compra de sua produção garantida”, comentou.
Este modelo e investimentos é o mote da vinda dos amapaenses para a região. “Resolvemos fazer isso para que o produtor de peixes do Amapá entenda que o crescimento no campo depende de investimentos. Toledo é referência de crescimento, desenvolvimento e aplicação de políticas públicas nessa área”, comentou o produtor e presidente do Instituto de Aquicultura do Amapá, Emanuel Brito. Segundo ele, a ideia é ver o funcionamento do setor e tentar levar para o Amapá esse modelo de produção. “Essa é uma forma de abrir a mente do produtor para que ele também possa crescer, produzindo peixe e aumentando a própria renda e qualidade de vida”, afirmou.
A comitiva ficará no município por quatro dias. Neste período serão visitadas propriedades de Toledo e região. Os produtores irão também para Maripá, conhecer alguns produtores de peixe; Palotina, onde conhecerão uma indústria de equipamentos de piscicultura; além de uma propriedade de Novo Sarandi. “O Amapá é pioneiro na criação de peixes, porém lá não há muito investimento nessa área”, afirmou o engenheiro de pesca do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Taciano Maranhão, que acompanha o grupo durante as visitas técnicas.
