23 de Fevereiro de 2016 at 18:35h

Prefeito Beto Lunitti participou de manifesto em prol do Hospital Bom Jesus

Os trabalhadores do Hospital Bom Jesus realizaram, na tarde desta terça-feira (23), um manifesto em prol da manutenção dos serviços da casa hospitalar. Mesmo com a chuva, aproximadamente 200 pessoas participaram da ação. Os funcionários pediam apoio dos órgãos públicos para a resolução dos problemas financeiros da instituição e a habilitação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) junto ao Ministério da Saúde (MS).

Presente na manifestação, o prefeito de Toledo, Beto Lunitti, garantiu que todos os esforços estão sendo feitos pelos municípios que compõem a 20ª Regional de Saúde. “Temos nos debruçado na busca por uma solução. Estivemos em Brasília em audiência com o ministro da Saúde, Marcelo Castro, tentando uma saída”, disse Beto acrescentando que vários deputados federais do Paraná estão empenhados em encontrar uma saída para a situação.

Beto ainda se mostrou solidário com a casa hospitalar e dos funcionários. “Entendemos a indignação de todos estes trabalhadores. A partir deste manifesto, com a presença de toda a imprensa regional, poderemos fazer ecoar a voz destas pessoas, que contribuem para a manutenção da vida dos quase 500 mil habitantes atendidos por esta instituição”. A Câmara Municipal foi representada pelo seu presidente Ademar Dorfschmidt. O ato também contou com a presença da diretora da 20ª Regional Denise Liel. “Todos estão empenhados em resolver a situação do Bom Jesus e, por consequência, a de todos aqui presentes. As Câmaras de Vereadores da região somam-se a este apoio ao Bom Jesus, bem como a Regional”, afirmou Beto.

Uma das soluções para a falta de recursos do hospital é o credenciamento da UTI. Atualmente a Hoesp recebe de forma administrativa uma diária de R$ 472,00 por leito. A luta é que este valor chegue aos R$ 800,00, valor pago pelo Ministério da Saúde para o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e para as regiões metropolitanas de Curitiba e Londrina, no Paraná. Somente este aumento de repasse referente aos leitos de UTI equilibraria as contas do hospital.

Sem a habilitação, a Hoesp deixa de receber aproximadamente R$ 490 mil por mês. Para o credenciamento são necessários ajustes no orçamento federal. O Plano Orçamentário Anual de 2016 do Ministério da Saúde já apresenta um déficit de R$ 5,3 bilhões no teto da Média e Alta Complexidade. Existe a previsão de que no início da próxima semana o Ministério da Saúde se manifeste em relação ao assunto.

O Bom Jesus necessita cerca de R$ 3,8 milhões mensais para o pagamento do quadro funcional, dos plantonistas, insumos e demais custos. A dívida cresce entre R$ 500 mil e R$ 600 mil por mês segundo dados da superintendência da Associação Beneficente de Saúde do Oeste do Paraná (Hoesp), mantenedora do hospital.