Na quinta-feira (10), na sede da Associação Beneficente de Saúde do Oeste do Paraná (Hoesp), mantenedora do Hospital Bom Jesus, aconteceu uma reunião envolvendo a superintendência da Hoesp, 20ª Regional de Saúde e a Associação de Câmaras e Vereadores do Oeste do Paraná (ACAMOP). O prefeito de Toledo, Beto Lunitti, também participou do encontro e reafirmou a escolha do município em aportar recursos para a Hoesp.
O superintendente da Hoesp, Thiago Stefanello, expôs a situação do Hospital e reforçou o agradecimento a todos os entes políticos na luta para a continuidade das atividades da casa hospital. Stefanello lembrou o empenho do prefeito toledano, Beto Lunitti, do vereador Ademar Dorfschmidt e de toda a bancada paranaense na Câmara Federal na mobilização junto ao Ministério da Saúde (MS). “Agora aguardamos a videoconferência entre a Secretaria de Estado de Saúde (SESA) e o MS para discutir a portaria que trata do repasse dos R$ 600 mil. Esta ação resulta no cancelamento da decisão de fechar o Hospital Bom Jesus”.
Thiago acrescentou que este valor cobre o déficit mensal nas receitas, porém não quita a dívida com o corpo clínico. Segundo ele, uma forma de honrar o compromisso com a classe médica seria uma pagamento mensal de R$ 125 mil, durante 36 meses. Os profissionais acenaram positivamente à proposta. Diante da situação, e de acordo com a legalidade, o prefeito de Toledo, Beto Lunitti, sugeriu um aporte de recursos mensais dos municípios do Consórcio Intermunicipal de Saúde Costa Oeste do Paraná (Ciscopar) no valor de R$ 200 mil. “Além da quitação da dívida, os R$ 75 mil restantes serão destinados a compor a folha de pagamento após o reajuste salarial dos funcionários do Hospital”, disse.
A Prefeitura de Toledo arcaria com R$ 140 mil, o que corresponde a 70% deste valor em virtude do número de atendimentos aos seus munícipes. “Em 2015 tivemos uma ocupação dos serviços do Hospital Bom Jesus na casa de 68% dos acolhimentos”. Beto Lunitti reforçou que o governo municipal já escolheu esta opção e, se for possível legalmente, o repasse será feito. “Com a condição que seja cumprido o plano de ação apresentado pela Superintendência da Hoesp e que os funcionários tenham a sua reposição salarial”, completou Beto.
O evento contou com a presença de vereadores de diversos municípios da região, entre eles o presidente da ACAMOP, Romulo Quintino, o presidente da Câmara Municipal de Toledo, Ademar Dorfschmidt. Segundo o vereador toledano, não é possível mais viver com as incertezas recorrentes do funcionamento ou não do Hospital Bom Jesus. “Vivemos nesta luta desde 2010, buscando recursos, para a manutenção. Agora, mesmo com o repasse federal, não podemos esmorecer na busca pela habilitação da Macro-Oeste, porque amanhã vai aparecer outra demanda”.
A decisão de manter as mobilizações conta o apoio da ACAMOP já que o encerramento das atividades impactaria diretamente nas estruturas de saúde da região Oeste. “Hoje, se o Bom Jesus encerrar suas atividades, não teremos outra estrutura para absorver toda esta população. Por isso continuaremos dando todo o suporte para as lutas da população atendida pela 20ª Regional de Saúde”, afirmou Romulo Quintino, vereador de Medianeira que preside a ACAMOP.
