12 de Março de 2014 at 15:29h

Programa Municipal de Agricultura de Precisão deverá atender a mais de 100 produtores no primeiro ano de atuação

Com quase todas as inscrições finalizadas, o Programa Municipal de Agricultura de Precisão (PMAP) começa a se concretizar. A proposta que fazia parte do plano de governo da atual gestão deve abranger em seu primeiro ano, mais de 100 produtores rurais na região de Novo Sarandi, nas Linhas Fazenda Banca, Arapongas, Dois Marcos e São Pedro. A meta é atender a 1.500 hectares com investimento de mais de R$ 100 mil. O projeto de Lei que institui o programa já foi aprovado pela Câmara Municipal de Vereadores e atualmente está em processo de encaminhamento da licitação que contratará empresa especializada para coleta e análise dos solos.

O PMAP é aberto a todos os agricultores do município, mas prioriza os de pequeno porte, visando trazer economia e ampliar a produção, com aumento da renda para os beneficiários. Cada produtor pode ser atendido com no máximo 26 hectares. Após encontros com agricultores da região que primeiramente será atendida, houve o cadastro de 110 produtores, que somaram aproximadamente 1.430 hectares. A finalização de outros dois cadastros ainda é esperada. “Optamos por concentrar nessa região no primeiro ano, por estarem todos muito próximos, o que vai facilitar a coleta das amostras de solo e também as reuniões e a organização dos grupos”, explicou ao lembrar que para 2015 deverá ser atendida a região dos distritos de Ouro Preto e Boa Vista.   

O intuito do Programa Municipal de Agricultura de Precisão para pequenos produtores é gerar metas crescentes de produção. “Nosso objetivo é que eles racionalizem a aplicação dos corretivos e adubos, possibilitando que o produtor tenha o melhor dos rendimentos, tanto na aplicação dos corretivos de solo, como calcário e gesso. Além disso, que tenha maiores produtividades, usando o adubo ou as coberturas de nitrogênio nas doses exatas que cada segmento da sua propriedade necessite”, explicou o secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, José Augusto de Souza.

Segundo o secretário da pasta, o PMAP constitui uma oportunidade única aos pequenos produtores. “Eles só tem a ganhar, tanto em economia, quanto em produção. Esse é um tipo de tecnologia cara e de difícil acesso para quem cultiva pequenas áreas”. As análises podem ser utilizadas como base por até três anos. Ao longo desse período os produtores receberão orientações, quanto a aplicação correta de corretivos e a aquisição de insumos a partir da necessidade.  Souza comentou ainda, que a única contrapartida dos produtores, será seguir as recomendações feitas a partir das análises.

Como funciona

Diferente do trabalho realizado atualmente, em que as amostras são recolhidas aleatoriamente e este material serve para área total, na agricultura de precisão a análise é feita ponto a ponto. As áreas, que poderão ser de até 26 hectares por produtor, serão divididas em lotes de dois hectares, chamados de grids. Em cada um deles serão coletadas 12 amostras. “Com isso o produtor terá um mapeamento total da sua propriedade e a necessidade de cada grid, dando maior qualidade, evitando o desperdício de insumos e corrigindo adequadamente o solo”, comentou a diretora de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Geni Serafin Hunhoff. A ação vai diminuir custos com insumos para os agricultores, evitando a aplicação desnecessária de produtos, utilizando somente o que é necessário e apontando o que precisa ser corrigido.

Os produtores deverão assumir o compromisso de após terem em mãos a análise do solo e emissão do caderno de avaliação da propriedade adotar de imediato as recomendações contidas no documento. “O relatório digitalizado será utilizado por empresas que desenvolvem a agricultura de precisão e, por meio de GPS (Global Positioning System, em português Sistema de Posicionamento Global), irá realizar a aplicação de insumos necessários para aquele grid”, finalizou Geni.