25 de Julho de 2014 at 15:50h

Projetos para extração do Biogás nas propriedades serão licitados pelo município

 

Trinta e nove propriedades rurais que fazem parte do Condomínio de Agroenergia do Lajeado Grande (CALG) terão os projetos para a instalação do componente de extração de biogás custeados pelo município. Uma reunião técnica foi realizada na Prefeitura de Toledo nesta quinta-feira (24) para encaminhar as ações previstas na Lei Nº 2.171/2014, que institui o Programa de Incentivo à Geração e Utilização de Biogás e Biometano (PIGUBB).

Na pauta estava a definição das especificações técnicas mínimas que deverão ser cumpridas pela empresa que ficará responsável em elaborar os projetos. Todas essas ações fazem parte do Programa de Desenvolvimento Ambiental Sustentável de Toledo. No projeto geral estão previstos investimentos na ordem de 20 €$ milhões (vinte milhões de euros). Destes 9.463 €$ milhões serão financiados pela Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD).

Baseado no Protocolo de Intenções já firmado entre o município de Toledo, a Companhia Paranaense de Gás (Compagás) e a Primato Cooperativa Agroindustrial a Compagás vai fazer todo o investimento fora da propriedade. Ou seja, a Rede Coletora onde passará todo o biogás que sair da propriedade até a Usina de Tratamento do Biogás que o transformará em biometano. Os investimentos dentro das 39 propriedades do Lajeado Grande serão por conta dos produtores, porém a Prefeitura providenciará os projetos necessários para viabilizar a implantação do sistema.

Segundo o Assessor para Captação de Recursos e Relações Institucionais, Luiz Carlos Balcewicz, o objetivo da reunião de ontem (24) era discutir sobre a elaboração de especificações técnicas mínimas que constarão no edital para contratação da empresa que fará os projetos dos sistemas de biodigestão dentro dessas propriedades. “Cada projeto terá uma particularidade diferente. Por exemplo, um tem mais produção de suínos, outro de vacas leiteiras variando o volume de efluentes gerados e é preciso definir quais são os critérios mínimos”, diz Balcewicz.

O secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, José Augusto de Souza, explica que desde a caixa de recepção de dejetos até a saída do gás da propriedade existem especificações técnicas e que o próximo passo é definir quais deverão estar garantidas nesses projetos. Para isso foi agendada uma nova reunião no dia 20 de agosto. “Os apontamentos realizados até essa data por todos os técnicos envolvidos vão definir o que é essencial constar na produção do edital para a contratação da empresa que desenvolverá os projetos”, afirma.

José Augusto explicou que “após a produção do Biogás terá a necessidade de se fazer o tratamento parcial para retirada da umidade e de gás sulfídrico. Em seguida encaminhada para rede de distribuição, devendo estar de acordo com os índices de qualidade para a padronização final na torre de tratamento da Compagás. Depois desse tratamento, onde tiram alguns possíveis contaminantes, principalmente o CO ₂ então transforma-se em gás biometano, que é o gás que vai para o consumidor final, podendo ser utilizado na indústria, em hospitais ou em veículos”.

Na reunião técnica participaram representantes da Pontifícia Universidade Católica (PUC/Toledo), da Universidade Teconológica Federal do Paraná (UTFPR), Assessoria de Captação de Recursos e Relações Institucionais (ACRI), Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Centro Internacional de Energias Renováveis (Cibiogás), Companhia Paranaense de Gás (Compagás), Primato Cooperativa Agroindustrial, Associação de Moradores União Lajeadense e da Associação Municipal dos Suinocultores de Toledo (AMST).