16 de Outubro de 2015 at 14:53h

Reunião com moradores esclarece situação da piscina do CJU/Coopagro

Os problemas estruturais do Centro da Juventude Mariana Luiza Von Borstel, o CJU/Coopagro, foram tema de um encontro com os moradores do Jardim Coopagro, vereadores e técnicos da Prefeitura de Toledo na última quinta-feira (16). O prédio que abriga o equipamento foi inaugurado em maio de 2012 e apresentou, já em 2013, diversas falhas na obra que resultaram em infiltrações em suas estruturas e vazamentos na piscina.

Segundo o assessor jurídico da Prefeitura de Toledo, Jomah Hussein Ali Mohd Rabah, a solução para o espaço não é tão simples. Toda a obra, de acordo com a legislação vigente no país, tem uma garantia de cinco anos para qualquer ‘vício’ de construção. “A empresa já realizou uma intervenção onde foi trocada a manta e o revestimento (azulejos) da piscina e isto não resolveu o problema. Acredita-se que exista uma falha estrutural e não podemos intervir neste momento sob pena de perdermos a garantia da obra”, explicou.

Jomah Hussein Ali Mohd Rabah disse ainda que a Prefeitura vai solicitar uma perícia judicial para preservar o Governo Municipal. “Temos que nos resguardar antes de qualquer intervenção no local”. O assessor jurídico explicou que a obra tem um custo alto – todo o CJU custou em 2012 R$ 2,4 milhões – e o município não pode se comprometer com uma obra que custará talvez R$ 300 mil ou R$ 400 mil sem garantias mínimas de ressarcimento. “Quem pode afirmar neste momento que não teremos que construir uma nova piscina?”, questionou.

As explicações técnicas foram dadas pelo secretário de Habitação e Urbanismo, Igor Colla Januário, sanando dúvidas dos moradores presentes. “Ela está dentro do prazo de vigência do contrato e vamos apurar a parcela de culpa de cada agente contido neste processo, lembrando que a obra coordenada pelos antigos gestores do município”. Januário afirmou que a comunidade entendeu o processo, porém está insatisfeita. “São intervenções demoradas, o processo jurídico é moroso. A comunidade recebeu uma notícia que não queria, mas a transparência tem que estar em primeiro lugar”.

O secretário ainda acrescentou que outras estruturas que envolvem lâminas d’água como as piscinas dos Centros de Revitalização da Terceira Idade e as rotatórias que possuem chafariz apresentam problemas. “Todas foram edificadas com recursos públicos e o que se esperava é que tivessem qualidade. Todo este zelo para com os trâmites legais é para que a população não precise pagar novamente por uma obra”, concluiu Igor. O local conta com quadra de esportes coberta, piscina, salas de múltiplo uso, auditório interno para 80 pessoas, refeitório, biblioteca, sala de informática, setor administrativo e vestiários, pista de skate e anfiteatro aberto, com capacidade para 30 pessoas.

Monitoramento da água

O Governo Municipal monitora frequentemente a qualidade da água e vem realizando o tratamento para evitar a proliferação de doenças, entre elas a dengue. “A água está turva porque não podemos acionar os filtros para a limpeza, porém todo o tratamento tem sido feito regularmente, com a aplicação de todos os produtos necessários para a manutenção dos padrões de qualquer outra piscina”, comentou a diretora de Apoio à Juventude, Madalena Schmidt.

Histórico

A obra do Centro da Juventude Mariana Luiza Von Borstel foi entregue e inaugurada no ano de 2012 e já em 2013 apresentou infiltrações em suas estruturas e vazamentos na piscina. O município notificou a empresa responsável pela construção, que entre maio e outubro de 2014 realizou os reparos.

Em outubro, com a piscina liberada, foram repostos os 500 mil litros necessários para enchê-la, processo que terminou no final do mês de novembro. Em dezembro, ouve uma competição regional – Fast Triatlon – e para este evento foi necessário repor a água, pois o nível havia baixado em aproximadamente 10 centímetros.

No dia 23 de dezembro de 2014, a técnica desportiva em natação observou que o revestimento interno da piscina estava descolando da parede apresentando cerca de dois centímetros de afastamento. Para segurança dos usuários, a Secretaria da Juventude optou pela interdição do equipamento até que se fosse resolvida a situação.

Desde então, respeitando todos os prazos legais, a Prefeitura buscou o entendimento com a construtora, o que não aconteceu. A última reunião estava marcada para o mês de setembro e ninguém ligado à empresa compareceu, restando apenas o apelo ao Poder Judiciário para buscar a solução para o impasse.