04 de Fevereiro de 2016 at 15:36h

Servidores municipais conhecem atuação da Patrulha Maria da Penha em Foz do Iguaçu

Na quarta-feira (03), representantes da Secretaria de Política para Mulheres (SPM) e da Secretaria Municipal de Segurança e Trânsito (SMST) realizaram uma visita técnica à Guarda Municipal de Foz do Iguaçu para conhecer o funcionamento da Patrulha Maria da Penha e buscar mais elementos para concretizar o serviço em Toledo. A Patrulha tem o intuito de assegurar mulheres em situação de violência doméstica que estejam sob medida protetiva determinada pelo Poder Judiciário.

Em Toledo a equipe será composta por dois guardas municipais que vão realizar visitas e o acompanhamento do processo de proteção, criando um ambiente mais seguro para as mulheres. Foz do Iguaçu é a terceira cidade do estado a oferecer este serviço. De acordo com o diretor da Guarda Municipal e secretário de Segurança de Foz do Iguaçu, Cleumar Paulo Farias, isso aproxima o município do Poder Judiciário. “Nós auxiliamos tanto judicialmente quanto damos respostas às mulheres vítimas de violência doméstica. Recebemos Toledo para compartilhar nossas experiências e partilharmos as maneiras de fazer a patrulha funcionar efetivamente”, disse Cleumar.

Na ocasião, os servidores municipais tiveram acesso ao modo como Foz do Iguaçu articula a ronda e enfrenta a situação de violência contra mulheres. “A visita nos ajudou a pensar melhor o projeto de afastamento do agressor e a não possibilidade de aproximação da vítima, do afastamento do lar e dos espaços de convivência da vítima, além de prevenir outras situações de agressão”, destacou o secretário de Segurança e Trânsito, Leoclides Bisognin.

A secretária de Política para Mulheres, Jaqueline Machado explicou que, geralmente, as agressões acontecem no cotidiano e de maneiras cíclicas. “Por mais que a mulher tenha denunciado, muitas vezes a medida não é eficaz devido não haver um terceiro elemento que garanta a não aproximação do agressor”.

Ainda segundo Jaqueline, as denúncias aumentam mensalmente em Toledo. “Encerramos 2015 com o total de 385 casos registrados na Delegacia da Mulher. Tivemos aumento nos registros por que as mulheres se sentem estimuladas a fazer isso, mas até algum tempo atrás, elas preferiam não denunciar devido a não se sentirem seguras e não receberem orientações corretas”, ressaltou.