Deste julho de 2013, está sendo estruturada a terceira e última célula do Aterro Sanitário de Toledo. Nesta semana, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMA), em parceria com a Secretaria de Infraestrutura Rural e a Empresa de Desenvolvimento Urbano e Rural de Toledo (EMDUR), realizou o aterramento da geo-membrana. Nos próximos dias será feita a instalação dos sistemas de drenagem de chorume e de gás pela EMDUR.
Esta última célula irá comportar os resíduos urbanos produzidos no município por aproximadamente um ano e meio. Conforme o técnico responsável pelo aterro, Flávio Augusto Scherer, no ano passado foram realizadas as primeiras etapas para colocar em funcionamento a célula. “Já fizemos os serviços de terraplanagem, onde é preparado o terreno e depois foi instalada a geo-membrana que impermeabiliza a célula, evitando a contaminação dos lençóis freáticos e do solo. Para proteger a geo-membrana de possíveis rasgos é necessário colocar uma camada de para depois colocar o sistema de drenagem do chorume e de gases para aí estar pronto para colocar o lixo”, explicou.
Segundo Flávio, estão sendo encerradas as atividades na segunda célula e até março a terceira entrará em funcionamento. “Atualmente crescimento da população em Toledo é muito significativo, gerando mais de 80 toneladas de lixo por dia, e isso ocupa um grande volume no aterro. Se não tivermos controle na geração de lixo, o tempo de vida útil do aterro será muito menor”.
Futuro aterro
A área atual do aterro municipal de Toledo foi comprada em 1980 e agora está terminando sua vida útil. Após o termino dos trabalhos, o local será inutilizado e receberá manutenção da administração municipal por 30 anos. Para receber os resíduos urbanos do município depois que o aterro atual inutilizar, a administração municipal realizou negociações e está comprando um terreno de 49 hectares de uma empresa para ser construído o novo aterro.
Conforme o secretário de Meio Ambiente, Leoclides Bisognin, o município está se estruturando com um projeto de longo prazo, em que Toledo não precisará se preocupar com onde colocar o seu lixo doméstico. “Vamos fazer este novo aterro sanitário com técnicas mais eficientes do que as que foram feitas até então. Queremos fazer mais lagoas para evitar o excesso de recirculação de chorume, e utilizaremos essas lonas especiais de dois milímetros para proporcionar maior proteção”.
Além disso, melhorias já estão sendo implantadas no funcionamento do aterro. “Estamos utilizando balança eletrônica ao invés de mecânica. Também, em breve, será adquirido um rolo compactador para aumentar a vida útil das próximas células”, explicou Bisognin.
Reciclagem
Outra forma de aumentar a vida útil do aterro sanitário é a reciclagem feita pela Associação de Catadores de Toledo. Recentemente foram adquiridas prensas e caminhões para aumentar a coleta seletiva. “É uma série de coisas boas que estão se fazendo nesse governo do prefeito Beto Lunitti e do vice Pelanka, que querem que Toledo seja exemplo na reciclagem e de aterro sanitário. Vamos resolver o problemas da construção civil, um assunto que provoca muitos problemas por ser uma grande mistura de materiais. Para os pequenos geradores de resíduos, o município tem a obrigação de fazer a destinação correta”, concluiu o secretário de Meio Ambiente, Leoclides Bisognin.
