Toledo se consagra na produção de leite, soja, milho, trigo, aveia e nas criações de suinocultura, avicultura e piscicultura. Esses setores garantem ao município um ótimo resultado econômico proporcionando o destaque no Valor Bruto da Produção, figurando nos últimos anos entre os melhores do Estado. Nesta semana, os agricultores estão a campo na colheita da safra 2017/2018.
Apesar da grande quantidade de chuvas registradas nos últimos meses que interferiu em partes da colheita, os números devem apresentar um bom resultado. A perspectiva este ano é de aproximadamente 53,7 sacos por hectare, ou seja, 223 mil toneladas. “Esse número pode sofrer alterações, porque estamos ainda no início da safra. Além disso, conta com uma série de questões como o fator climático, acarretando em atraso para os agricultores”, comenta o secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento Cristopher Cristiano Carnelos de Azevedo.
A agricultora Marlene Rude da Linha Pascoli informa que na propriedade dela são plantadas milho e soja. “As chuvas nesses últimos dias atrapalharam em parte a nossa colheita, em razão de que com a terra molhada a ceifadeira não consegue colher. Porém, apesar disso a nossa perspectiva para este ano é positiva”.
Para uma cooperativa agroindustrial que atende os estados do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul ainda não há uma número oficial sobre a produtividade desta safra, visto que foram colhidas entre 30 a 45%.
O engenheiro agrônomo Itamar Leandro Suss, “tivemos um atraso no plantio que era para ter ocorrido na segunda semana de setembro, mas só aconteceu na última semana. Além disso, houve dias chuvosos durante o período de colheita. Porém, de acordo com a previsão do tempo até terça-feira da semana que vem é para se manter um clima estável, proporcionando nestes quatros dias a arrecadação de 80% da produtividade”.
Itamar ressalta que no ano passado a arrecadação foi de uma super safra. “Quando o produtor vem de uma safra extremamente positiva como foi a anterior a intenção é sempre aumentar, mas apesar disso, este ano podemos considerar uma safra historicamente normal”.
Além disso, o engenheiro agrônomo informa que por essas questões os produtores deverão deixar de plantar o milho safrinha. “O período que os agricultores têm para semear o milho é no máximo até semana que vem, pois casos haja registro de geada, o seguro ainda irá cobrir, fora desse prazo é um risco que o produtor terá. Por isso, teremos uma diversificação entre milho, aveia e trigo”.
A produtora Marlene Rude explica que a escolha para a safra de inverno será o cultivo de aveia. “Decidimos este ano não plantar milho, em conta do clima de inverno, como ocorreu esse atraso na colheita de soja, corríamos o risco de sofrer com as consequências da geada”.
Estradas rurais facilitam no escoamento da produção
É extremamente importante também proporcionar a acessibilidade para os produtores, principalmente em períodos como esse de escoamento de safra. Visando isso o interior já passou da marca de 300 quilômetros de estradas rurais e os planos para este ano é aumentar ainda mais essa proporção.
O secretário de Infraestrutura Rural Vilson André da Silva informa que foram contratados pavimentações nas linhas Comim, São João, Pascoli (Florida), Tigre, Marreco, Boa Vista à Bue Caê, Nova Brasília (Florida) e um complemento de asfalto entre São Miguel e Vila Ipiranga.
“A primeira regra para ser efetuado um asfalto no interior é que tal localidade precisa apresentar continuidade, ou seja, deve acabar em outra estrada ou ela mesma ter sequência”, comenta. O responsável da pasta ressalta também que essa política adotada está fazendo com que os próprios agricultores se organizem na solicitação das reuniões para fazer os asfaltos.
Chumbinho explica, “nós reunimos, passamos toda a parte de como funciona o financiamento, a parte burocrática, e a prática. Após isso, eles se organizam para discutir o rateio entre eles e posteriormente é realizada a assinatura de contrato”.
Segundo o secretário, nesse período de safra o asfalto dá uma melhor agilidade para o escoamento. “Para os grãos, o clima precisa estar estável, mesmo assim dependo do volume de chuva, pois se acumula poças de águas que podem dificultar o transporte. Além disso, quando é a data marcada para o abatimento dos animais não importa se está chovendo ou não é preciso levar aos locais responsáveis por esse trabalho”.
Para a viabilização das estradas rurais, o município conta com a contribuição das comunidades rurais que se auxiliam nos custos. Uma parceria importante e aprovada pelos moradores que vivem no campo.
A produtora Marlene Rude que faz parte das Linhas que serão contempladas com asfalto, ainda neste ano, comenta: “Será muito bem vindo essa melhoria, porque como sou agricultura e dona de casa, em época de seca a poeira é grande, parece que nada fica limpo em casa, e agora com asfalto esse problema será resolvido”.
“O nosso vizinho é responsável pela criação de suínos, esse asfalto irá ajudar muito para ele também, em função dos caminhões para o transporte dos porcos. Nós parcelamos em 3x já estamos indo para a segunda parcela, sendo algo que beneficiará a todos”. As obras de adequação das estradas rurais ajudam tanto os produtores quanto os estudantes que usam o transporte escolar.
Pecuária
Toledo apresenta também bons resultados, quando o assunto é pecuária. Se destacando no Valor Bruto da Produção com o primeiro lugar na criação de suínos, segundo lugar na avicultura, quarto lugar na piscicultura e quinto lugar na produção de leite.
O secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento Cristopher Cristiano Carnelos de Azevedo comenta que o produtor aproveita o máximo das boas condições que o município apresenta na criação de animais e na produção de grãos. “Contamos com grandes cooperativas e empresas que facilitam a logística de toda a produção, e isso é afirmado através dos bons resultados que conquistamos ano a ano”.
Vilma Birck que mora na linha Florida expõe que a família morava no Paraguai, mas recebeu uma proposta para assumir dois aviários em Toledo. “Faz três anos que estamos morando na Linha e não tenho do que reclamar, estamos extremamente felizes, porque aqui se tem uma qualidade de vida melhor”, finaliza.
Autor: Nubia Hauer
