18 de Mai de 2017 at 16:39h

Visita a exposições marcam do Dia Internacional dos Museus

O Dia internacional dos Museus, comemorado em 18 de maio, foi marcado por uma série de atividades no Museu Histórico Willy Barth, em Toledo. Estudantes, representantes de instituições, pioneiros, e comunidade em geral participaram da programação.

Segundo o coordenador de eventos culturais, Ricardo dos Santos Batista, muitas pessoas ainda não conhecem a sede própria do Museu, inaugurada em outubro de 2015. “Há mais de 30 anos contribuímos para a existência de vínculo entre a comunidade e sua história viva, na valorização do passado para a construção do futuro”, comenta.

O servidor municipal do Museu, Anésio José Vitto, conduziu as atividades com os estudantes e autoridades presentes. Ele informou ainda que no sábado o museu também estará aberto para visitações. Anésio informa que já faz parte da programação a abertura no primeiro sábado do mês, mas neste terceiro será aberto em função da data. O atendimento é das 13h30min às 17h30min.

O secretário de Cultura, vice-prefeito, João Batista Tita Furlan, falou sobre a oportunidade que os alunos presentes têm de visitar o museu e aprender um pouco da história de Toledo. “Quem é que sabia que Marechal Cândido Rondon também pertencia a Toledo?”, indagou aos estudantes. Em seguida deu uma breve aula sobre a cultura renascentista.

“É muito legal quando construímos a história da gente. O sentimento de pertencimento, todo mundo pertence a essa terra e aqui tem uma história”, enalteceu Tita Furlan ao dizer que em Toledo todos são como irmãos de uma grande família.

O músico, professor da Casa da Cultura e neto de pioneiros, Gianni Ambrosino, apresentou uma versão bem animada do hino de Toledo e pediu para que as crianças cuidem da cidade onde moram.

 

Pioneirismo

A presidente da Associação dos Pioneiros de Toledo (Apito), Elenir Marcante, falou sobre o pioneirismo e a importância do museu relembrar e valorizar os pioneiros neste dia.

Silvino Dalbosco, 80 anos, acompanhou as atividades desta manhã. Ele chegou em Toledo em 1955 com o objetivo de constituir família e logo foi trabalhar como carpinteiro. Falou que hoje ele se sente muito feliz e realizado, com família constituída e “bem colocada”. Elogiou o trabalho realizado pela Prefeitura de preservação da história e da interação com os mais jovens.

“É bom as crianças de hoje saberem como eram as coisas antigamente, a escola era de madeira, não tinha luz e os banheiros eram patentes do lado de fora. Nós [pioneiros] testemunhamos a história e o que se conta hoje no museu condiz com a realidade, por isso é muito importante esse trabalho”, elogiou Silvino.

O estudante do 6º ano da Funet, Bernardo Dallacosta Schoier (11) foi questionado sobre o que aprendeu na visita ao museu. Ele conseguiu perceber essa diferença da história com os dias de hoje. “Aprendi que antigamente os instrumentos eram menos desenvolvidos que hoje. Acho que eles sofriam mais, pois os instrumentos eram mais difíceis de serem utilizados”, respondeu o estudante.

“O ferro de passar, por exemplo, era mais pesado e tinha que colocar carvão dentro”, exemplificou Bernardo. Em seguida, juntamente com seus colegas, ele foi fazer o plantio de algumas árvores no pátio externo do Museu.

A professora de História da Funet, Jane Portz, disse que todos os anos ela leva os alunos do 6º ano para visitar o museu. “Todos os anos viemos fazer essa visita com os alunos do 6º ano para que eles conheçam a história de Toledo e incentivem os pais a visitarem o museu também”, salientou.

 

Eco-pintura

No Dia Internacional dos Museus o artista autodidata Ataides Kist, de Marechal Cândido Rondon, deu início a exposição “Eco-pintura”. Os pioneiros, estudantes e autoridades presentes tiveram a oportunidade de interagir com o artista, que teve sua exposição aprovada para expor na Bienal de Florença (Itália) em outubro deste ano.

“Criamos um movimento artístico denominado Eco-pintura, que consiste num olhar clínico do artista de transformar objetos da natureza em arte. O objetivo é a preservação dos materiais da natureza, da sustentabilidade e do meio ambiente, promovendo a consciência individual e social para que as pessoas possam valorar o trabalho da Eco-pintura”, explicou o artista.

Ele considerou importante a participação na 15ª semana dos museus expondo na cidade de Toledo. “A exposição aqui permite repensar e valorar a história pela arte”, disse Ataides ao elogiar Toledo como referência no Estado na área da Cultura.

 

Bienal

A Bienal de Florença de Arte Contemporânea são os artistas que participam em diferentes fases de sua carreira apresentando obras de escultura, pintura, gráfica, meios mistos, instalações, fotografia e arte digital.

O show foi reconhecido pela ONU como um parceiro oficial do programa Diálogo entre as Civilizações. O evento oferece o melhor da cena internacional da arte contemporânea.

 

Museu

 O Museu Histórico Willy Bartyh foi criado pela Lei Municipal nº 834 de 23 de agosto de 1976. Instalado em sede própria, em 1º de outubro de 2015, na Rua Guarani, 3843, Vila Becker. Oferece ao público, exposições permanentes, temporárias e itinerantes. Possui acervo documental com jornais, revistas, mapas, setor de imagem e som. Abre de segunda a sexta-feira e no primeiro sábado de cada mês. 

 

Texto : Dielson Pickler